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Lituânia: Rússia pode falsificar GPS para atingir sete países europeus

Rússia pode falsificar sinais de GPS próximo a Kaliningrado, atingindo Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia, Finlândia, Suécia, Belarus e o Mar Báltico, até 450 km

Rússia já foi responsabilizada por distúrbios no GPS de aeronaves
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  • A Lituânia afirma que a Rússia pode falsificar sinais de GPS em até 450 quilômetros de Kaliningrado, atingindo Estônia, Letônia, Lituânia, Polônia, Finlândia, Suécia, Belarus e o Mar Báltico.
  • O regulador de comunicações da Lituânia diz que as antenas de spoofing passaram de três, no início de 2025, para trinta e seis atualmente.
  • A infraestrutura ampliada de Kaliningrado vem sendo tratada como uma provocação sistêmica contra a segurança europeia, segundo o órgão lituano.
  • A Rússia nega as acusações, enquanto autoridades da Estônia e da Finlândia já haviam atribuído distúrbios de GPS no espaço aéreo à atuação russa.
  • Em 2024, houve incidentes de GPS bloqueado em voos que transportavam autoridades europeias, mas aeronaves modernas costumam usar alternativas de navegação caso o GPS falhe.

A Rússia pode falsificar sinais de GPS em um raio de até 450 km de Kaliningrado, segundo o regulador de comunicações da Lituânia. O órgão aponta que a ampliação da rede de antenas de spoofing elevou o potencial de interferência, passando de três para 36 equipamentos desde o início de 2025.

Segundo Darius Kuliesius, vice-chefe do órgão, as antenas ficam no território de Kaliningrado, região entre Otan, Lituânia e Polônia, na costa do Mar Báltico. A rede expandida transforma a interferência em uma ameaça mais persistente à segurança europeia, afirma o regulador.

A estimativa de alcance considera distúrbios observados nas transmissões ADS-B de vigilância aérea. O mapa do órgão sugere que a falsificação do GPS poderia afetar Estônia, Letônia, Lituânia, boa parte da Polônia, além de partes da Finlândia, Suécia, Belarus e o próprio Mar Báltico.

A Lituânia aponta que a interferência começou de forma discreta após a cúpula da Otan de 2023, em Vilnius, mas, segundo o regulador, houve evolução para uma infraestrutura mais robusta e uma atuação constante. A embaixada russa em Vilnius não comentou o assunto de imediato.

Casos anteriores já ligaram a Rússia a problemas de GPS na região. No ano passado, um jato militar espanhol com a ministra da Defesa a bordo teve interferência de GPS próximo a Kaliningrado. Outro episódio envolveu a rota da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, com GPS bloqueado durante viagem para a Bulgária.

Estônia e Finlândia também acusam a Rússia de interferir nos dispositivos de navegação no espaço aéreo da região. Apesar disso, a maioria de aeronaves modernas e aeroportos dispõe de ferramentas alternativas de navegação para mitigar falhas no GPS.

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