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Médicos britânicos dizem que redes sociais são nocivas para crianças, como fumar

Médicos britânicos dizem que tempo excessivo de tela representa risco semelhante ao tabagismo para crianças; governo avalia proibir redes para menores de 16 anos

Estudantes olham para seus celulares em Londres, Reino Unido, 23 de fevereiro de 2026, REUTERS/Katie Collins
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  • Médicos britânicos dizem que redes sociais apresentam risco às crianças tão grande quanto fumar, em apresentação sobre proteção online.
  • O governo do Reino Unido estuda restringir o acesso, incluindo possível proibição para menores de 16 anos, além de toque de recolher, limites de tempo de apps e restrições a recursos viciantes.
  • A Academy of Medical Royal Colleges informou que mais da metade dos 132 médicos pesquisados observou pelo menos um caso de dano ligado à tecnologia; mais de um terço relatou sinais várias vezes por semana.
  • Os danos vão desde lesões físicas associadas a conteúdos pornográficos extremos até impactos na saúde mental por violência online.
  • A Austrália já proibiu redes sociais para menores de 16 anos; o Reino Unido aponta que pode agir de forma similar, enquanto famílias já testam medidas como restrições de uso e horários.

Como as redes sociais afetam crianças? Médicos britânicos afirmaram que o risco é equiparável ao tabagismo, enquanto estudam medidas para restringir o acesso de menores de idade.

A Academy of Medical Royal Colleges apresentou dados para a consulta do governo sobre proteção de crianças online. O grupo representa várias associações médicas do Reino Unido e da Irlanda. A ideia é debatida nesta terça-feira.

Segundo o órgão, a exposição irrestrita à tecnologia tem causado danos à saúde de jovens, variando de lesões físicas a impactos na saúde mental. Mais da metade dos 132 médicos pesquisados relatou pelo menos um caso relacionado à tecnologia.

Medidas em discussão

O governo estuda proibições para menores de 16 anos, além de toques de recolher, limites de tempo de apps e restrições a recursos potencialmente viciantes. Países como a Austrália já adotaram proibição semelhante para menores de 16.

A Lei de Segurança Online do Reino Unido obriga plataformas a proteger crianças de conteúdo ilegal e nocivo, com planos de ir além. Autoridades afirmam que a ação é inevitável, com ou sem proibição total.

Centenas de famílias já testam controles como proibições, recolhimento de dispositivos e limites de uso. O objetivo é observar impactos no sono, na vida familiar e no desempenho escolar.

Especialistas divergem sobre a eficácia de uma proibição total. Alguns jovens de Londres disseram resistir a restrições, alimentando o debate público sobre o tema.

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