- Moradores de Kiev ignoram a ameaça de Moscou de novos ataques pesados, mantendo-se no município.
- A Rússia afirmou que lançará ataques sistemáticos contra alvos em Kiev e pediu que estrangeiros deixem o país.
- No domingo, um bombardeio pesado matou três pessoas, deixou mais de noventa feridos e danificou cerca de trezentos locais na cidade.
- Em 14 de maio ocorreu outro ataque que tirou a vida de 24 civis em Kiev.
- Analisando a situação, especialistas ucranianos dizem que as ameaças russas são fanfarro, e que a Rússia não tem capacidade para aumentar drasticamente os ataques.
O conflito voltou a acionar o noticiário em Kiev, onde moradores enfrentam a ameaça de ataques russos. Nesta segunda-feira, 25 de maio de 2026, a Rússia afirmou que pretende lançar ataques sistemáticos contra alvos na capital ucraniana e pediu a estrangeiros e diplomatas que deixem o país. A declaração ocorre após um fim de semana de intensa hostilidade na região.
Na prática, Kiev vivenciou um dos bombardeios mais pesados desde o início da guerra. No domingo (24), três pessoas morreram, mais de 90 ficaram feridas e aproximadamente 300 locais foram danificados pelas investidas com mísseis e drones, segundo autoridades ucranianas. O ataque anterior de 14 de maio deixou 24 civis mortos na cidade.
Na manhã de hoje, moradores ouvidos pela Reuters manifestaram cansaço com a guerra, mas mantiveram a resiliência. Um comerciante de Kiev ressaltou que as ameaças parecem uma forma de criar pânico, enquanto um barista de um café atingido pelo bombardeio afirmou estar decidido a permanecer na cidade.
Análise de especialistas e desdobramentos
Dados de pesquisadores ucranianos indicam que as ameaças russas não devem sinalizar aumento substancial na intensidade dos ataques. Mykola Bielieskov, do Instituto Nacional de Estudos Estratégicos, afirma que a Rússia precisa acumular mísseis para sustentar ataques em grande escala, o que dificultaria ampliar o ritmo atual.
Bielieskov descreve as ameaças como uma estratégia para desviar a atenção de reveses no campo de batalha. Segundo ele, ataques coordenados de maior magnitude exigiriam recursos além da disponibilidade ucraniana de energia e infraestrutura. A avaliação sugere que o cenário militar continua mais estável do que parece à primeira leitura pública.
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