- Novo governo sírio afirma ter localizado locais ligados ao programa de armas químicas da era Bashar al-Assad, deposto em dezembro de 2024, conforme divulgação da mídia estatal em 26 de maio.
- Foram encontradas 54 bombas aéreas e 25 terrestres, além de materiais para fabricação de gás sarin; os itens foram encaminhados a locais de armazenamento seguros.
- 18 pessoas foram presas, incluindo oficiais de alta patente e cientistas, investigadas por supostas ligações com o programa químico antigo.
- Desde o fim de 2024, o governo atual, liderado por Ahmed al-Sharaa, tem contado com apoio internacional, levando EUA e UE a retirarem sanções e reatarem laços diplomáticos.
- O uso de armas químicas influenciou intervenções externas na Síria; Assad assinou, em 2013, acordo para eliminar estoques e aderiu à Convenção sobre Armas Químicas, apesar de investigações apontarem abusos no conflito.
O novo governo da Síria anunciou ter localizado restos do programa de armas químicas da era de Bashar al-Assad. Segundo a mídia estatal, foram encontradas munições aéreas e terrestres e materiais para a fabricação do gás sarin. Ao todo, 54 bombas aéreas e 25 terrestres foram identificadas. O material foi transferido para locais de armazenamento seguro.
18 pessoas foram detidas na investigação, entre as quais oficiais de alta patente e cientistas. As autoridades afirmam que as prisões estão ligadas às ligações com o programa químico da antiga administração. A apuração acompanha o novo governo, instalado em dezembro de 2024.
Contexto institucional e geopolítico
A Síria passou a ser governada por Ahmed al-Sharaa após a saída de Assad. O país tem buscado normalizar relações internacionais, recebendo apoio de alguns parceiros e a reativação de laços diplomáticos com aliados. As sanções de países ocidentais foram flexibilizadas ou suspensas em parte, conforme o andamento das negociações.
Histórico do tema
O uso de armas químicas na Síria foi um fator central para intervenções internacionais desde o conflito que começou em 2011. Em 2013, a Síria assinou acordos para eliminar estoques e aderiu à Convenção sobre Armas Químicas, embora investigações independentes registrem violações em pelo menos duas ocasiões. Em períodos de conflito, grupos como o ISIS também empregaram esse tipo de armamento.
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