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Onze mortos em vila no Líbano durante intensificação de ataques israelenses

Israel intensifica ataques no Líbano, com 11 mortos em Mashghara; mais de 100 alvos de Hezbollah atingidos e violação do cessar-fogo eleva a tensão

First responders searched through the rubble of homes destroyed by the Israeli strikes in Mashghara
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  • Israel lançou ataques intensos no sul e leste do Líbano, atingindo infraestrutura do Hezbollah em mais de cem alvos, segundo o Exército de Israel.
  • Em Mashghara, vila no vale Bekaa, morreram onze pessoas, incluindo duas crianças; quinze ficaram feridas, segundo o Ministério da Saúde do Líbano.
  • O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse ter ordenado aumentar a intensidade dos ataques contra o Hezbollah.
  • O cessar-fogo entre as partes continua sob pressão, com evacuações ocorrendo no sul de Beirute e dezenas de ataques em quase cinquenta locais, segundo a BBC.
  • Balanços indicam mortos em Liban, incluindo dois em Arab Salim e dois em Kauthariyet El Rez; Israel registra dezoito soldados mortos desde o início do conflito, totalizando vinte e três, junto com um contratado civil, enquanto o Libano registra mais de três mil mortos.

Israel intensifica bombardeios no Líbano e mata 11 pessoas em Mashghara

Israel lançou uma ofensiva aérea e de artilharia em várias regiões do sul e leste do Líbano, após anunciar que vai ampliar as ações contra o Hezbollah. Na madrugada de hoje, o país afirmou ter atingido mais de 100 infraestrutura e combatentes do grupo.

Na vila de Mashghara, no vale de Bekaa, 11 pessoas morreram, incluindo duas crianças, segundo o Ministério da Saúde do Líbano. O Exército israelense informou que os alvos foram locais com atividade terrorista identificada.

O ataque ocorre após o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu dizer que ordenou intensificar as ações contra o Hezbollah. O premiê afirmou, em vídeo, que vai aumentar o número e a intensidade dos bombardeios em resposta aos ataques do grupo.

O cessar-fogo mediado pelos EUA, em vigor desde meados de abril, tem sido violado repetidamente por ambos os lados, elevando o risco de desbarrancamento das negociações para encerrar o conflito entre EUA, Israel e Irã.

No leste e no sul do Líbano, aviões de guerra e ataques de artilharia continuam quase que diários. O Hezbollah, por sua vez, lançou mísseis e drones contra comunidades no norte de Israel e pontos ocupados por tropas israelenses no sul libanês.

Na noite de ontem, Netanyahu disse que o país vai aumentar a frequência dos ataques contra o Hezbollah, citando ataques com drones de fibra ótica capazes de escapar de defesas. O objetivo, segundo o premiê, é causar um golpe decisivo ao grupo.

Mesmo com a declaração de Netanyahu, cenas de pânico foram observadas nos arredores do sul de Beirute, onde moradores fugiam após o anúncio. Milhares de carros formaram fila nas principais vias de saída da capital.

A agência de notícias nacional do Líbano (NNA) informou que, além de Mashghara, também houve destruição de casas em outras localidades durante a noite, com vídeos não verificados mostrando ruas destruídas e incêndios.

O Exército israelense divulgou imagens aéreas de Mashghara, alegando que mostraram ataques a infraestrutura do Hezbollah. Em comunicado, afirmou que os terroristas foram eliminados durante as ações.

Outros bombardeios atingiram a cidade de Nabatieh, no sul do Líbano, conforme relatos de operações noturnas. O Exército informou ter atingido mais de 90 instalações de armazenamento de armamentos, centros de comando, postos de observação e outras estruturas do Hezbollah na região.

Nesta terça-feira pela manhã, o Exército emitiu novas ordens de evacuação pelo Líbano, acusando o Hezbollah de violar os termos do cessar-fogo. O porta-voz árabe, coronel Avichay Adraee, disse que repetidas violações deixaram Israel sem escolha a não ser agir.

O Hezbollah disse ter alvo três quartéis e um posto militar no norte de Israel em resposta aos desvios do cessar-fogo por parte de Israel.

Desde o início do conflito, no dia 2 de março, o uso de força por Israel resultou em dezenas de mortes entre militares e civis. O Ministério da Saúde do Líbano afirma que, nesse período, já foram registradas mais de 3.185 mortes no lado libanês.

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