- A Otan designou o Corpo Germano-Holandês para defender Letônia e Estônia, com sede em Münster, Alemanha, para aumentar a rapidez de resposta no flanco leste.
- O acordo permite levar massa em velocidade durante uma possível guerra com a Rússia, com o corpo normalmente comandando de três a seis dezenas de mil soldados em operação plena.
- Atualmente, as forças da Otan nesses países bálticos e no norte da Polônia são geridas por um único quartel-general multinacional em Szczecin, na Polônia.
- A Alemanha e a Holanda, em coordenação com a Otan, devem ampliar capacidades como artilharia de longo alcance, defesa aérea, engenheiros e médicos para sustentar a nova unidade.
- A decisão surge num contexto de pressões sobre o compromisso europeu com a aliança e críticas de Donald Trump sobre o gasto dos seus aliados, sem prazo definido para entrar em vigor.
A Otan vai reforçar a defesa do flanco oriental com uma nova estrutura de comando para a Letônia e a Estônia. O acordo envolve designar o Corpo Germano-Holandês, sediado em Münster, para atuar na região em caso de guerra com a Rússia. A decisão foi apresentada a jornalistas em Berlim e Londres na terça-feira.
A mudança evitará depender de um único quartel-general multinacional, que hoje coordena forças na Letônia, Estônia e norte da Polônia, com base em Szczecin, na Polônia. A ideia é acelerar a mobilização com maior velocidade de resposta.
O Corpo de Exército, quando em operação plena, costuma comandar três divisões, entre 40.000 e 60.000 militares. Em paz, funciona como uma estrutura de comando mais enxuta, com funções de apoio para facilitar o deslocamento quando necessário.
Novo Corpo Germano-Holandês
A Alemanha e a Holanda chegaram ao acordo para designar o Corpo Germano-Holandês, com sede em Münster, para a defesa da Letônia e da Estônia. As fontes destacam que a medida busca maior “massa em velocidade” diante das pressões de segurança na região.
Delegar o comando envolve ampliar capacidades de artilharia de longo alcance, defesa aérea, além de engenheiros e médicos. O objetivo é tornar a resposta militar mais rápida diante de uma eventual escalada com a Rússia.
Não ficou claro quando a decisão entrará em vigor nem quantas tropas ficarão sob o novo quartel-general em conflito. Autoridades não deram detalhes sobre o efetivo. O ministério holandês informou que a designação está em elaboração.
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