- A Polícia Federal pretende devolver ao Brasil o traficante Gerson Palermo, chefe do PCC, preso na Bolívia nesta terça-feira (26).
- A previsão é que ele chegue ao território brasileiro ainda nesta semana, possivelmente nesta quarta-feira (27), mas protestos na Bolívia dificultam a transferência.
- Ao chegar ao Brasil, Palermo deve ser encaminhado à penitenciária federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
- A PF atua em cooperação internacional; a prisão costuma ser realizada pelas autoridades do país onde o indivíduo é localizado.
- Investigação da CNN Brasil aponta suposta relação entre a fuga de Palermo, o desembargador Divoncir Maran, de Mato Grosso do Sul, e indícios de corrupção envolvendo o Judiciário.
O tráfico Gerson Palermo, chefe do PCC, foi preso na Bolívia nesta terça (26) e a Polícia Federal planeja deportá-lo ao Brasil ainda nesta semana. A expectativa é que ele chegue a solo brasileiro nesta quarta (27), mas protestos no país vizinho dificultam a operação.
A transferência brasileira depende de cooperação logística com autoridades bolivianas. Palermo esteve foragido desde 2020, após receber prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica e fugiu. O plano é encaminhá-lo à penitenciária federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, após o retorno.
Contexto do caso
A PF atua em operações internacionais, oferecendo suporte técnico e informações, mas a prisão geralmente ocorre pelas autoridades do país onde o indivíduo é localizado. A transferência de Palermo depende de condições locais e da conclusão de diligências no exterior.
Desdobramentos e investigações associadas
Nesta terça, a CNN Brasil informou que houve conclusão de investigação sobre a suposta fuga ligada a um desembargador de Mato Grosso do Sul, Divoncir Maran. O caso envolve suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Maran foi aposentado compulsoriamente pelo CNJ em março.
#### Histórico do caso de Palermo
Palermo foi condenado a quase 126 anos de prisão por crimes ligados ao PCC, incluindo participação no sequestro do Boeing 727 da Vasp, em 2000. As ações atribuídas ao traficante remontam a operações de tráfico internacional de drogas deflagradas pela PF em 2017.
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