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Santa Cruz de La Sierra abriga líderes do PCC, segundo autoridades

Santa Cruz de La Sierra vira base estratégica do PCC fora do Brasil, facilitando tráfico internacional de cocaína e proteção a foragidos, dizem PF e MP

Santa Cruz de La Sierra: a cidade boliviana que virou refúgio para líderes do PCC — Foto: Reprodução/TV Globo
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  • Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, voltou ao centro das investigações sobre o PCC após a prisão de Gerson Palermo nesta terça-feira, 26.
  • Autoridades brasileiras apontam a cidade como base estratégica para o tráfico internacional de cocaína e para a proteção de foragidos.
  • A reportagem do Fantástico já mostrou o estilo de vida de integrantes do PCC em mansões, condomínios fechados e atividades em bares na cidade.
  • Sérgio Luiz de Freitas Filho, conhecido como “Mijão”, “Xixi” ou “2X”, é citado como principal líder do PCC em liberdade e vive há mais de uma década com identidade falsa, morando em pelo menos seis imóveis de luxo; um aluguel chegava a quase R$ 30 mil.
  • A Polícia Federal afirma monitorar foragidos e ter cooperação com a Bolívia; críticas sobre falhas apontadas pelo jornalista Guider indicam decisões vindas do Brasil que não são efetivadas.

Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, voltou a ganhar destaque nas investigações sobre o PCC após a prisão de Gerson Palermo, um dos chefes da facção, nesta terça-feira (26). A operação envolveu a Polícia Federal brasileira e forças bolivianas de combate ao narcotráfico. A cidade foi apontada como refúgio de líderes do PCC fora do Brasil.

Segundo autoridades brasileiras, Santa Cruz de La Sierra abriga uma base estratégica para o tráfico internacional de cocaína e para a proteção de foragidos. Relatos de investigações indicam que o local funciona como hub, com lideranças circulando em condomínios de alto padrão e estabelecimentos, sem pressões das autoridades locais.

Entre os citados como moradores da região está o líder em liberdade conhecido como Mijão, Xixi ou 2X. Documentos obtidos pelo Fantástico indicam que ele ocupa imóveis de luxo na cidade há mais de uma década, com alugueres que chegam a valores próximos de R$ 30 mil mensais.

> Ações de fiscalização e cooperação

A PF brasileira informou que monitora foragidos constantemente e tem mantido cooperação com a Bolívia, apontando casos de cooperação bem-sucedida, como a prisão recente de Palermo. A defesa das autoridades bolivianas é citada em fontes oficiais como essencial para desmantelar redes do PCC.

Relatos de jornalistas e promotores locais indicam falhas na efetivação de medidas, com decisões que, segundo críticos, acabam atrasando prisões. A cooperação entre as polícias dos dois países permanece como eixo central das investigações.

No âmbito político, componentes da oposição boliviana destacam o PCC como tema de segurança interna, com propostas de endurecimento. Um candidato de direita, Jorge Quiroga, prometeu ampliar ações contra a facção, ressaltando a importância da cooperação regional.

> Contexto e desdobramentos

As investigações federais brasileiras destacam o papel de Santa Cruz como base para operações do PCC no exterior e para a proteção de líderes foragidos. A prisão de Palermo ocorreu em operação conjunta Brasil-Bolívia, sem detalhes de participation direta de autoridades locais.

As apurações continuam para mapear a rede internacional da facção, incluindo possíveis vínculos com atividades de tráfico e com estruturas de apoio na região. As autoridades reiteram a necessidade de cooperação constante para coibir o crime transnacional.

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