Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Canadá opta por avião-radar sueco em vez de modelo americano

Canadá escolhe o GlobalEye da Saab para patrulhar o Ártico, visando reduzir a dependência de defesa dos EUA e evitar atrasos da Boeing

Avião GlobalEye da Saab é um jato executivo de longo alcance da Bombardier modificado para levar radar
0:00
Carregando...
0:00
  • Canadá escolhe o GlobalEye da Saab para alerta antecipado, em vez do E‑7 Wedgetail da Boeing, para reduzir dependência de defesa dos EUA.
  • A decisão, anunciada pelo primeiro‑ministro Mark Carney, busca permitir patrulhar sozinho o vasto território ártico de 4,4 milhões de quilômetros quadrados.
  • A Saab afirma que o acordo prevê investimentos em pesquisa e desenvolvimento no Canadá; o tamanho da frota e o custo não foram divulgados.
  • A escolha é vista como fortalecimento de laços com a Suécia e com a OTAN; a Saab também está na disputa para vender caças Gripen.
  • O Canadá ainda avalia a frota de caças, com possibilidade de manter F‑35 da Lockheed Martin ou incluir Gripen, decisão a ser anunciada posteriormente.

O Canadá anunciou nesta quarta-feira planos para adquirir uma frota de aviões de alerta antecipado GlobalEye da Saab, em substituição à opção da Boeing, o E-7 Wedgetail. A medida visa reduzir a dependência de empresas de defesa dos EUA e ampliar a vigilância sobre o Ártico.

Segundo o primeiro-ministro Mark Carney, o GlobalEye, baseado no jato Global 6500 da Bombardier, oferece sensores avançados que auxiliarão as Forças Armadas Canadenses a detectar e dissuadir ameaças na região ártica. A decisão ocorre em meio a promessas de maior autonomia de Ottawa na defesa.

A decisão também faz parte de uma estratégia anunciada no ano passado para aumentar os gastos com defesa. O Canadá disse estar pronto para assumir sozinho a proteção de seus 4,4 milhões de quilômetros quadrados de território, após décadas de cooperação com os EUA. Autoridades já indicaram que a primeira fase pode envolver a aquisição de várias aeronaves.

A Saab afirmou que pretende investir em pesquisa e desenvolvimento no Canadá como parte de qualquer acordo. O futuro do E-7 da Boeing ficou em dúvida após o Pentágono ter adiado a compra de 26 aeronaves, com foco em depender de satélites. Há também sinais de interesse norte-americano em reavaliar a compra.

O analista Philippe Lagasse, da Carleton University, vê a decisão como um teste da política canadense de reduzir a dependência militar dos Estados Unidos e reforçar laços com a Suécia, novo aliado da OTAN com interesse em cooperação com Ottawa. Lagasse aponta ganho de empregos e fortalecimento da cadeia de suprimentos local.

Caças também na mira

A Saab está na disputa para vender ao Canadá caças Gripen, além do GlobalEye. O país já tem acordo para comprar 88 F-35 da Lockheed Martin, mas há questionamentos sobre o volume e o custo. Carney afirmou que uma decisão sobre caças ocorrerá no momento oportuno, sem comentar sobre operar dois tipos de aeronaves.

Autoridades do Pentágono chegaram a comentar que a demora na decisão sobre os F-35 reforça a importância de fatores políticos na política de defesa canadense. Analistas veem a possibilidade de manter a frota de forma homogênea ou dividir entre Gripen e F-35 conforme a estratégia adotada.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais