- Gerson Palermo, apontado como um dos líderes do PCC, foi preso na Bolívia e transferido para o Brasil, com destino a Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.
- Foragido há seis anos, ele responde por tráfico internacional de drogas, roubos e participação no sequestro de uma aeronave da Vasp.
- A escolta até o aeroporto foi feita pela Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico da Polícia Boliviana; o transporte até o Brasil é feito em aeronave da Polícia Federal, em sigilo.
- A prisão ocorreu em Cotoca, na região de Santa Cruz de La Sierra, e Palermo ficou sob custódia da Interpol enquanto ocorria a expulsão.
- Em 2020, ele deixou o presídio de Campo Grande com habeas corpus, rompeu a tornozeleira e fugiu; o CNJ puniu o desembargador responsável pela soltura.
O traficante Gerson Palermo, apontado como um dos líderes do PCC, foi transferido da Bolívia para o Brasil nesta quarta-feira, 27. Ele foi preso em Cotoca, perto de Santa Cruz de La Sierra, durante operação realizada no dia anterior. A remessa para Campo Grande (MS) ocorre para cumprir pena em presídio federal.
A escolta até o aeroporto internacional de Viru Viru ficou a cargo de agentes da Felcn, a força anticrime boliviana, que entregaram o preso às autoridades brasileiras. O transporte ao Brasil utiliza uma aeronave da Polícia Federal, com esquema de segurança mantido em sigilo.
Inicialmente, a transferência seria feita por terra até Corumbá (MS). Protestos antigoverno e bloqueios de estradas no território boliviano levaram à mudança para o transporte aéreo, considerado mais seguro, diante da instabilidade local.
Deslocamento e guarda
Após a prisão, Palermo ficou sob custódia da Interpol em Santa Cruz de La Sierra, enquanto eram concluídos os trâmites para expulsão. Como os crimes ocorreram no Brasil, a Justiça determinou o retorno ao país para continuidade da pena.
Fuga e desdobramentos
Palermo responde por tráfico internacional de drogas, roubos e participação no sequestro de uma aeronave da Vasp. Em 2020, deixou o presídio de Campo Grande após habeas corpus, rompeu a tornozeleira cinco horas depois e fugiu. Em fevereiro, o CNJ condenou o desembargador responsável pela soltura à aposentadoria compulsória pela decisão.
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