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Comandante ucraniano vê ponto de virada iminente na guerra contra a Rússia

Comandante ucraniano cita seis meses críticos para retomar a iniciativa e pressionar Donetsk, apontando ponto de virada iminente na guerra contra a Rússia

O Brigadeiro-General Andriy Biletsky, do Terceiro Corpo de Exército das Forças Armadas da Ucrânia, posa para fotos após uma entrevista, em meio ao ataque da Rússia à Ucrânia, em um local não divulgado na região de Kharkiv, Ucrânia, em 21 de maio de 2026
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  • Ucrânia tem uma janela de seis meses para retomar a iniciativa no campo de batalha contra a Rússia, segundo o brigadeiro-general Andriy Biletsky à Reuters.
  • Biletsky afirma que o Exército russo está exausto e não consegue realizar grandes ofensivas; se a Ucrânia manter o impulso, poderá recuperar a iniciativa na linha de frente, inclusive em Donetsk.
  • O presidente Volodymyr Zelensky afirmou que a Ucrânia retomou quase 600 quilômetros quadrados de território em 2026; a Rússia controla quase um quinto do território ucraniano.
  • O ritmo russo foi dificultado pela decisão de Elon Musk de negar acesso ao Starlink, enquanto a Ucrânia intensifica ataques com drones, influenciando a capacidade de defesa e logística russas.
  • Biletsky aposta que os próximos seis a nove meses serão o ponto de virada, com ofensivas mecanizadas limitadas no curto prazo; o Terceiro Corpo mira incorporar mais veículos não tripulados e tecnologia avançada.

A Ucrânia afirma ter uma janela de seis meses para retomar a iniciativa no campo de batalha contra a Rússia, aponta o brigadeiro-general Andriy Biletsky, comandante do Terceiro Corpo do Exército. Em entrevista à Reuters, ele descreveu um possível ponto de virada iminente após mais de quatro anos de conflito. O foco é manter o impulso no front nordeste de Kharkiv e avançar na linha de Donbass.

Biletsky sustenta que o Exército russo está exausto e com menor capacidade de promover grandes ofensivas. Se as forças ucranianas consolidarem ganhos nos próximos meses, haveria chance de forçar Moscou a abandonar a pretensão de controlar a última parte da região de Donetsk, ainda fora do domínio russo.

A liderança ucraniana sinaliza que os próximos seis a nove meses serão decisivos para estabelecer condições de negociação mais fortes. Ele afirmou que a Ucrânia precisa identificar direções de melhoria, capturar pontos estratégicos e negociar a partir de uma posição de força, sem considerar uma trégua estável como alvo imediato.

Cenário e atuações no front

A disputa por Donetsk permanece central nas negociações de paz, com a Rússia exigindo o controle total da região e a Ucrânia resistindo a ceder territórios conquistados pelas forças russas. O gabinete de Zelensky anunciou avanços de quase 600 quilômetros quadrados em 2026, número não verificado pela Reuters. A Rússia controla, no momento, cerca de 20% do território ucraniano.

Analista consultado pela Reuters concorda com a leitura de desgaste russo, apesar dos entraves que ainda afetam a Ucrânia, como a disponibilidade de mão de obra. O instituto americano ISW afirmou que Kiev passa a desafiar o caráter posicional da guerra e pode realizar ofensivas mecanizadas de forma limitada em breve.

Dispositivos e estratégias

Em campo, as forças russas avançam no cinturão de fortificações do leste, com combates intensos em torno de Kostiantynivka. Os combates visam sustentar a defesa ucraniana na linha de frente. Biletsky aponta que as unidades sob seu comando mantêm o flanco em torno de Sloviansk, pressionando o adversário a ataques diretos que, segundo ele, consomem recursos russos.

Segundo o comandante, a falta de pessoal impede que a Rússia avance com a mesma intensidade de anos anteriores. Ele destaca que a Ucrânia tem vantagem na área de veículos não tripulados e drones pesados, enquanto a Rússia avança em tecnologias de drones guiados por fibra óptica.

O Terceiro Corpo, visto como referência para a modernização das forças ucranianas, trabalha para incorporar novas tecnologias e ampliar o uso de drones kamikaze e robôs armados. A meta é alcançar 30% de participação dessas ferramentas até 2027, diz Biletsky.

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