- O Conselho da Paz para Gaza, idealizado por Donald Trump, tem saldo zero na conta oficial.
- O Financial Times afirma que todas as doações foram depositadas em uma conta paralela, fora do fundo regulamentado.
- O fundo oficial, administrado pelo Banco Mundial e aprovado pela Organização das Nações Unidas, exigia prestação de contas aos Estados-membros.
- Até agora, os 17 bilhões de dólares prometidos para reconstrução não foram destinados a serviços de segurança e infraestrutura em Gaza.
- Doações menores foram usadas, como 20 milhões de dólares do Marrocos; Emirados Árabes Unidos destinam 100 milhões para formação de nova força policial.
O Conselho da Paz para Gaza, idealizado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, apresentou saldo zerado na sua conta bancária oficial. A informação foi publicada pelo Financial Times na quarta-feira, 27, com base em apuração de que todas as doações para o funcionamento da entidade foram movidas para uma conta paralela fora do fundo regulamentado.
Segundo o FT, o fundo oficial, gerido com apoio do Banco Mundial e aprovado pela Organização das Nações Unidas, exigia transparência e prestação de contas aos membros e contribuintes. No entanto, as doações teriam sido encaminhadas para uma conta no JPMorgan, sem um mecanismo independente de transparência.
Até o momento, os 17 bilhões de dólares prometidos para a reconstrução de Gaza não foram destinados a serviços de segurança e infraestrutura no enclave, de acordo com a Reuters. A reportagem indica que a organização recebeu apenas uma fração do montante acordado, o que comprometeu o andamento do plano apresentado pelos EUA.
Críticas e adesões
Desde a criação, em janeiro, o Conselho da Paz enfrentou ceticismo da comunidade internacional, com receios de que o empreendimento buscasse rivalizar com a ONU. A iniciativa acabou atraindo apoio de aliados ideológicos de Trump e de parceiros do Oriente Médio, além de países interessados em atrair favorecimentos.
A divulgação dos requisitos para participação também influenciou o interesse de nações. Observou-se que o valor de 1 bilhão de dólares para um assento permanente intimidadou alguns países, como a Indonésia, que descartou a adesão.
Doações menores foram efetuadas e utilizadas, como os 20 milhões de dólares do Marrocos para custear o escritório do alto representante Nikolai Mladenov. Outros recursos, no entanto, permanecem com aplicação incerta, como os 100 milhões de dólares prometidos pelos Emirados Árabes Unidos para a formação de uma nova força policial em Gaza.
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