- O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul informou que um míssil antinavio iraniano provavelmente esteve envolvido no ataque ao cargueiro Namu, no Estreito de Ormuz, no início deste mês.
- Saeed Koozechi, embaixador do Irã na Coreia do Sul, negou o envolvimento do país e afirmou que o Irã não participou do ataque.
- A investigação analisou destroços encontrados no navio; os motores eram semelhantes a turbojatos produzidos no Irã, e uma peça tinha marcações de fabricante iraniano. As ogivas lembram mísseis Noor ou Qader.
- Ainda não há conclusão sobre a autoria ou se o ataque foi intencional; o governo sul-coreano convocou o embaixador iraniano para apresentar protesto formal.
- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã disparou contra o navio e pediu que Seul participe dos esforços liderados pelos EUA; Teerã já havia negado anteriormente a responsabilidade.
O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Sul disse que um míssil antinavio provavelmente esteve envolvido no ataque a um cargueiro operado pela empresa sul-coreana HMM, no Estreito de Ormuz, no início deste mês. A avaliação foi apresentada em coletiva de imprensa.
Saeed Koozechi, embaixador do Irã na Coreia do Sul, negou participação do seu país no incidente. A embaixada iraniana em Seul não respondeu de imediato a um pedido de comentário.
A investigação analisou destroços encontrados no Namu após o ataque de 4 de maio, que provocou incêndio e danos na parte inferior da popa. O governo afirmou que o navio foi atingido duas vezes.
Segundo o vice-ministro Park Yoon-joo, a primeira ogiva não explodiu, mas a segunda detona. Partes dos destroços indicam fabricação iraniana, com motores similares a turbojatos produzidos no Irã e marcações de um possível fabricante iraniano.
O governo sul-coreano afirmou que as ogivas lembram as utilizadas nos mísseis Noor ou Qader, de origem iraniana, e convocou o embaixador do Irã para entregar a mensagem formal de protesto.
Donald Trump, então presidente dos EUA, afirmou que o Irã havia disparado contra o navio sul-coreano e pediu apoio internacional para a proteção da navegação no estreito, posição que Teerã já havia negado.
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