- México recebeu aproximadamente quatro mil trezentos e cinquenta e três cubanos deportados em pouco mais de um ano, segundo a Human Rights Watch.
- O cenário ocorre em meio a medidas dos Estados Unidos que pressionam a economia cubana, incluindo cortes de combustível e sanções.
- Sem status legal no México, muitos cubanos enfrentam falta de apoio governamental e dificuldades para se sustentar.
- Muitos recorrem a bicos, à mendicidade ou são recrutados por cartéis; outros acabam na prostituição.
- A situação mostra cubanos deportados dos Estados Unidos ficando expostos a dificuldades de sobrevivência em território mexicano.
A crise migratória envolvendo cubanos ganha contornos marcantes no México: milhares de pessoas que já enfrentaram deportação nos EUA ficaram presas em território mexicano. O saldo parcial aponta para 4.353 cubanos deportados para o México em pouco mais de um ano, segundo um relatório da Human Rights Watch.
Segundo o estudo, a maior parte desses viajantes já tinha histórico criminal, o que complica ainda mais o processo de regularização. Sem status legal garantido, muitos ficam sem redes de apoio ou oportunidades de trabalho formais.
A situação se agrava pela falta de mecanismos de proteção para migrantes cubanos no México. Em várias regiões do sul do país, eles recorrem a atividades informais para sobreviver, como trabalhos temporários, mendicância ou trabalhos precários.
A análise da HRW ressalta que a deportação de cubanos dos EUA para o México ocorre em meio a políticas de endurecimento migratório. As autoridades mexicanas passam a lidar com fluxos concentrados de pessoas em situação de vulnerabilidade.
De acordo com o relatório, muitos cubanos chegam ao México após serem retirados dos EUA ou após tentativas de ingresso que resultam em deportação. No território mexicano, o acesso a serviços públicos e a vistos legais é restrito.
Especialistas argumentam que a ausência de canais legais de permanência agrava a vulnerabilidade. A falta de apoio institucional força os migrantes a depender de redes informais, com riscos de exploração.
Autoridades mexicanas não indicaram de forma unificada como pretende tratar esse contingente. A Humane Rights Watch recomenda maior proteção, acompanhamento médico e legal, além de caminhos para regularização de status.
O cenário evidencia uma interdependência entre políticas migratórias americanas, barreiras legais e a realidade de quem busca refúgio ou melhores condições de vida. O relatório aponta urgência de respostas coordenadas entre países para reduzir riscos.
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