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Dissidente foge da China e passa 30 horas em barco inflável para ver a família

Dissidente chinês Dong Guangping é detido na Coreia do Sul após fuga marítima de mais de trinta horas para reunir-se à família refugiada no Canadá

O dissidente chinês Dong Guangping
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  • Na segunda-feira, 25 de maio, Dong Guangping foi detido pela Guarda Costeira da Coreia do Sul após fugir da China por mar, com mais de trinta horas na água, para se reunir com a família que busca asilo no Canadá.
  • O ex-policial chinês, de 68 anos, utilizou um barco inflável de 3,3 metros com motor de 10 cavalos de potência; a polícia investiga violação da lei de imigração.
  • Dong já havia tentado fugir da China em outras quatro ocasiões e, em 2015, cruzou para a Tailândia com a esposa e a filha; em 2020, atravessou para o Vietnã, porém foi detido e devolvido em 2022.
  • Ele foi preso entre 2001 e 2004 por “incitar a subversão do poder do Estado” após assinar uma carta relacionada ao Massacre da Praça Tiananmen; foi demitido de sua função de policial em Zhengzhou.
  • A filha, Katherine Dong, disse que o sonho de se reunir com a família era forte e que ele volta a enfrentar perseguição na China; autoridades chinesas vêm reforçando o controle sobre dissidência com uso de vigilância.

Um dissidente chinês foi detido pela Guarda Costeira da Coreia do Sul nesta segunda-feira, 25, depois de fugir da China por mar com o objetivo de reunir-se à família, que busca asilo no Canadá. A tripulação apreendeu o barco inflável de 3,3 metros com motor de 10 cavalos.

O homem é Dong Guangping, 68 anos, ex-policial que já foi preso entre 2001 e 2004 por incitar subversão do poder do Estado. Ele já foi demitido de sua função em Zhengzhou após assinar uma carta em homenagem ao 10º aniversário do Massacre de Tiananmen.

Dong deixou Weihai, cidade litorânea de Shandong, na vanguarda de uma operação que durou mais de 30 horas de navegação, segundo Sheng Xue, ativista chinesa-canadense que falou com ele por telefone após a chegada à Coreia do Sul.

A Guarda Costeira da Coreia do Sul confirmou a detenção do homem de 60 anos, suspeito de violação da lei de imigração, e informou que ele estava sendo interrogado pela autoridade competente, conforme a Reuters.

Tentativas anteriores e contexto

Dong já havia tentado fugir da China em outras ocasiões. Em 2015 ele fugiu para a Tailândia com a esposa e a filha, ambas buscando refúgio junto às Nações Unidas. Em 2020 ele cruzou ilegalmente para o Vietnã, foi detido e devolvido à China em 2022.

De volta ao país, recebeu condenação de 11 meses por cruzamento ilegal de fronteira, sendo libertado em outubro de 2023, segundo a organização Front Line Defenders. A filha Katherine Dong destacou que o sonho de reunir-se com a família era o principal motivador.

A China tem aumentado o controle sobre protestos e dissidência, com uso de vigilância, reconhecimento facial e outras tecnologias de inteligência para monitorar dissidentes.

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