- Dong Guangping, ex-policial dissidente, realizou uma fuga de trinta horas no mar, em sua quarta tentativa de deixar a China para rever a família.
- Ele partiu de Weihai, na província de Shandong, a bordo de um bote inflável e foi resgatado pela Guarda Costeira sul-coreana na segunda-feira (25).
- Dong já havia buscado asilo no Canadá, onde sua família também recebeu proteção; antes, fugiu para Tailândia e Vietnã, mas foi deportado de ambos os países de volta à China.
- Organizações de direitos humanos solicitam à Coreia do Sul proteção a Dong e não devolvê-lo à China; autoridades sul-coreanas não confirmaram sua identidade publicamente.
- A chegada de Dong à Coreia do Sul pode impactar as relações entre Seul e Pequim, já que o governo sul-coreano tenta normalizar laços com a China.
Dong Guangping, dissidente chinês, realizou uma fuga marítima de 30 horas da China para a Coreia do Sul, em sua quarta tentativa de escapar das autoridades e reencontrar a família, que vive no Canadá. Ele navegou em um bote inflável e foi resgatado pela Guarda Costeira sul-coreana na segunda-feira (25).
Autoridades sul-coreanas disseram que pescadores avistaram uma embarcação não identificada e alertaram o governo. A Guarda Costeira informou que a pessoa a bordo era um cidadão chinês na faixa dos 60 anos, sem confirmar a identidade por lei de privacidade.
Kim Joo-kwang, advogado de Dong, confirmou a identidade à CNN, mas não pode fornecer mais detalhes devido à investigação em andamento. Dong já havia tentado fugir para a Tailândia e o Vietnã, mas foi detido e deportado para a China por esses países.
Sheng Xue, ativista sino-canadense, disse ter conversado com Dong por telefone desde a chegada à Coreia do Sul. Ela afirmou que as autoridades sul-coreanas também confirmaram a identidade do dissidente.
Dong Guangping já recebeu asilo no Canadá. Anteriormente, foi preso e detido por seu ativismo na China, o que gerou críticas de grupos de direitos humanos e de funcionários da ONU. A fuga pode influenciar a política estratégica entre China e Coreia do Sul.
A organização Human Rights in China pediu proteção a Dong e não devolução à China. A entidade ressaltou a longa trajetória de luta pela liberdade e pelo reencontro familiar do dissidente.
A CNN procurou comentários dos ministérios das Relações Exteriores do Canadá e da Coreia do Sul, bem como da embaixada chinesa em Seul. O Ministério chinês de Relações Exteriores não respondeu.
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