- O senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio, voltou a Washington e se reuniu com o vice‑presidente dos EUA, JD Vance, e com o secretário de Estado, Marco Rubio, no seu último dia na capital.
- Ele pediu novamente que as facções PCC e Comando Vermelho sejam designadas como terroristas; o Planalto teme que isso permita intervenções dos EUA no Brasil.
- Em relação a Lula, o ex-presidente afirmou que o tema não foi tratado na reunião com Trump, mas houve proposta de cooperação entre Brasil e EUA para combater o crime organizado.
- Flávio diz que Lula protege as facções e que Rubio pode ter mostrado posição mais favorável à designação; Vance teria questionado liberdade de expressão e imprensa no Brasil.
- No dia seguinte, Flávio se reuniu com representantes do Departamento de Estado dos EUA, entre eles Christopher Landau (vice‑secretário de Estado) e Darren Beattie; a reunião ocorreu sem a presença de Rubio.
Flávio Bolsonaro retomou nesta quarta-feira (27) atividades em Washington, após encontro com o ex-presidente Donald Trump. O senador pelo Rio de Janeiro, filiado ao PL, manteve contatos com o vice-presidente dos EUA, JD Vance, e com o secretário de Estado, Marco Rubio, antes de retornar ao hotel onde estava hospedado. A visita visa ampliar a cooperação entre Brasil e Estados Unidos e tratar de agenda de segurança.
Durante a manhã, antes de seguir para o aeroporto, Flávio foi alvo de perguntas de jornalistas sobre temas da política brasileira. Ele afirmou que pediu novamente a designação das facções criminosas PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas, objetivo defendido por aliados do governo brasileiro. O governo federal já avaliou possibilidades de cooperação nesse eixo, sem confirmar a inclusão dessas organizações na lista de terrorismo.
Para o senador, Lula atua para proteger as facções, visão compartilhada por críticos da atual política de segurança. Flávio disse ainda que Rubio demonstrou posição mais favorável à designação, enquanto Vance questionou questões sobre liberdade de expressão e imprensa no Brasil. O político afirmou ter comentado decretos de Lula voltados às big techs.
Destaques da agenda
No dia seguinte ao encontro com Trump, Flávio manteve contato com representantes do Departamento de Estado dos EUA. Ele participou, nesta quarta, de reuniões com Christopher Landau, vice-secretário de Estado, e Darren Beattie, assessor para relações com o Brasil. Rubio não participou dessas reuniões, que ocorreram durante o expediente da Casa Branca.
Acompanhando o senador estavam o filho Eduardo Bolsonaro e o assessor Paulo Figueiredo. Segundo Figueiredo, foram discutidas medidas de cooperação Brasil-EUA em caso de eventual candidatura de Flávio e a urgência da designação das organizações PCC e CV como terroristas estrangeiras. O Departamento de Estado não confirmou novos compromissos além das informações já divulgadas.
Contexto político
O Planalto avalia que a designação poderia abrir espaço para intervenções dos EUA em território brasileiro, segundo fontes oficiais. Em entrevista recente, Lula afirmou que o tema não foi tratado diretamente na reunião com Trump, mas citou uma proposta de cooperação no combate ao crime organizado. As informações sobre o encontro com Trump foram divulgadas após consulta a fontes oficiais e ao longo de cobertura jornalística.
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