- Governo de Gana repatria a primeira leva de 800 cidadãos registrados para voltar de avião de Joanesburgo, prevista para sair na manhã de quarta-feira.
- Cerca de 300 pessoas departiram do aeroporto OR Tambo, com ônibus alugados pela embaixada; parte dos passageiros foi acompanhada pela polícia.
- A operação ocorre após protestos anti-imigração na África do Sul, que aumentam temores de violência xenófoba.
- Os protestos são organizados pelo movimento March and March, que estipulou o prazo de 30 de junho para imigrantes ilegais deixarem o país.
- O Alto Comissariado de Gana, Benjamin Quashie, disse que há estratégia de reintegração para quem retornar e citou cerca de 25 mil ghaneanos vivendo na África do Sul.
Ghana repatriates a primeira leva de 800 cidadãos que se registraram para retornar do Egito? Não. Do Brasil? Não. Do sul da África. A operação começou na manhã de quarta-feira, com o embarque da primeira leva de 800 cidadãos em voos de retorno a Ghana, após registro junto à embaixada.
O grupo foi escoltado por autoridades locais e vários ônibus contratados pela embaixada ghanesa deixaram o aeroporto OR Tambo, em Joanesburgo, por volta das 03:00, no horário local (01:00 GMT). Meninos, meninas, mulheres e homens de diferentes idades compõem os passageiros.
Uma parcela menor chegou em um veículo da polícia e ficou separada do grupo principal, sob supervisão policial. A operação ocorre num contexto de protestos anti-imigração que preocupam autoridades com possível onda de violência xenófoba.
Ghana informou que, inicialmente, 300 pessoas vão embarcar nesta quarta. Os demais candidatos aguardam triagem adicional para datas futuras. O objetivo é garantir a segurança dos cidadãos durante o retorno.
O High Commissioner de Gana na África do Sul, Benjamin Quashie, destacou que o governo busca proteger os cidadãos no exterior e facilitar a reintegração dos que retornam. O objetivo é apoiar quem retorna e reduzir riscos.
Quashie disse ainda que existe uma estratégia de reintegração para os que voltam, incluindo apoio a empreendimentos que atuavam na África do Sul. A medida visa equilibrar segurança dos cidadãos e impacto à economia sul-africana.
Além disso, analistas associam o ressurgimento de ressentimento contra imigrantes a eleições locais previstas para novembro na África do Sul, embora os organizadores tenham afirmado que os protestos são pacíficos. Em 2019 houve mortes de imigrantes; em 2008, 62 vítimas de ataques contra estrangeiros.
Autoridades sul-africanas condenaram atos criminosos contra estrangeiros, ressaltando a necessidade de lidar com a imigração irregular. A cooperação entre países é citada como parte estratégica para o retorno seguro dos cidadãos.
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