- Irã restabeleceu a internet internacional após quase três meses de corte, em decisão do presidente Masoud Pezeshkian.
- O governo afirma que a retomada busca sinalizar normalidade após a guerra e as ameaças, além de atender às cobranças da população insatisfeita com o desligamento.
- Muitos iranianos não puderam trabalhar nos últimos meses devido à suspensão da rede, o que afeta áreas como design, marketing, publicidade e eventos culturais.
- A conectividade continua desigual: dados móveis estão amplamente cortados, muitos sites são filtrados e serviços de mensagens são difíceis de acessar.
- A Ong Netblocks classifica o corte como o mais longo da história moderna em escala nacional, com o serviço ainda fortemente filtrado e novas restrições a mensagens e portais de aplicativos.
O Irã restabeleceu o acesso à internet internacional após quase três meses de corte, segundo autoridades do governo. O retorno, ordenado pelo presidente Masoud Pezeshkian, visa sinalizar normalidade após 40 dias de guerra e 50 dias de ameaças, e atender às críticas públicas ao desligamento da rede.
À população, o objetivo é também manter a percepção de que a vida volta ao ritmo habitual. No entanto, muitos trabalhadores ainda enfrentaram ano de prejuízos, especialmente em áreas que dependem da internet para atividades criativas, comerciais e educacionais.
Em Teerã, relatos de estudantes e profissionais indicam melhora, com a maioria dos serviços online voltando a funcionar. Mesmo assim, a conectividade continua desigual, com dados móveis ainda amplamente cortados e filtros persistentes em diversos sites e aplicativos.
Situação de conectividade ainda desigual
A organização NetBlocks classifica o corte como o mais longo da história nacional, mantendo o serviço fortemente filtrado. Novas restrições a serviços de mensagens e portais de aplicativos seguem em vigor em comparação com o período anterior a janeiro.
Especialistas ressaltam que não há clareza sobre a retomada de apps específicos, como o Telegram, e que o regime parece manter controle sobre o ritmo de liberdades digitais. A percepção de maior liberdade social tem sido discutida entre os iranianos, com mudanças visíveis em algumas áreas urbanas.
Entretanto, analistas observam que o retorno completo da rede ainda depende de decisões técnicas e de segurança, além de fatores político-militares. Enquanto isso, a população busca manter serviços básicos e continuar sinalizando preocupações com a estabilidade futura.
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