- Israel afirma ter matado Mohammad Odeh, recém-nomeado chefe da linha de planejamento militar do Hamas em Gaza, em operação realizada na terça-feira.
- Odeh era visto como possível substituto de Haddad para chefiar a ala militar do Hamas e estaria ligado ao ataque de 7 de outubro de 2023.
- O ataque destruiu um andar de um prédio em Rimal, Gaza City; autoridades de saúde de Gaza dizem que seis pessoas morreram e mais de vinte ficaram feridas, enquanto equipes de resgate buscavam por outras vítimas.
- Um parente de Odeh confirmou a morte à Reuters; o Hamas ainda não emitiu comunicado oficial sobre o ocorrido.
- A região enfrenta expansão de operações israelenses no Líbano e na Cisjordânia, enquanto negociações sobre a segunda fase do cessar-fogo permanecem sem avanço.
Israel afirmou nesta quarta-feira ter matado Mohammad Odeh, recém-nomeado chefe da ala armada do Hamas em Gaza, em uma operação realizada na região na terça-feira. A denúncia ocorre dias após a morte de seu antecessor, em meio a ofensiva israelense ampliada na faixa.
Segundo o governo de Israel, Odeh chefiava a divisão de inteligência do Hamas na época do ataque transfronteiriço de 7 de outubro de 2023, que deu início à atual guerra. O anúncio indica que ele foi escolhido para substituir Izz al-Din al-Haddad, morto em 15 de maio.
Um parente de Odeh confirmou à Reuters a morte e informou que o funeral ocorrerá após as orações do meio-dia na Cidade de Gaza. O Hamas não publicou declaração oficial; porém, a família citada informou que Odeh morreu junto com a esposa e o filho.
Em Gaza, autoridades de saúde informaram que seis pessoas morreram no ataque, incluindo pelo menos uma mulher, e mais de 20 ficaram feridas. O lance destruiu um andar superior de um prédio no bairro de Rimal, na Cidade de Gaza, e equipes de resgate buscavam por novas vítimas.
Contexto e desdobramentos
Horas antes, Israel já havia anunciado a expansão de operações terrestres no Líbano, onde combate militantes do Hezbollah. Ao mesmo tempo, cresce a pressão militar na Cisjordânia e no território de Gaza, com a intenção de desmantelar a estrutura do Hamas.
Paralelamente, negociações indiretas sobre a segunda fase do cessar-fogo permanecem estagnadas. O acordo, estabelecido em outubro, prevê desarmamento do Hamas e retirada de tropas israelenses, mantendo o controle de parte de Gaza pelo Hamas.
Autoridades de saúde de Gaza reportam cerca de 900 palestinos mortos desde a retomada das hostilidades, com o bloco israelense sob ataques desde 7 de outubro de 2023. Em contrapartida, quatro soldados israelenses teriam morrido nesses confrontos.
Entre na conversa da comunidade