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Israel declara nova área do Líbano como zona de combate

Israel declara área ao sul do rio Zahrani como zona de combate e orienta evacuação para o norte, sinalizando nova escala de conflito com Hezbollah

Israel lança mais de 120 bombardeios no Líbano — Foto: Mohammed Zaatari/AP
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  • Israel declarou uma nova faixa no sul do Líbano como “zona de combate” e pediu que moradores se deslocassem para o norte, especialmente ao sul do rio Zahrani.
  • O Exército israelense disse que atuará com “grande força” contra o Hezbollah na região e pediu que civis se mantenham afastados de instalações e depósitos do grupo.
  • Houve mais de cento e vinte ataques no sul e no leste do Líbano na terça-feira, apesar do cessar-fogo vigente desde 16 de abril.
  • Desde 2 de março, mais de 1,2 milhão de libaneses foram deslocados; mais de 3,2 mil mortos foram registrados no Líbano, segundo o Ministério da Saúde libanês, com 608 mortos conforme a OMS.
  • O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou a necessidade de novas medidas no Líbano para proteger comunidades do norte; Beirute foi poupada de novos ataques, mas houve ações aéreas e de vigilância.

O Exército de Israel declarou nesta quarta-feira (27) que uma nova faixa no sul do Líbano passa a ser considerada zona de combate. A orientação é de que moradores da área se dirijam para o norte, com atuação prevista de grande força contra o Hezbollah na região. A medida ocorreu após mais de 120 ataques atingirem o sul e o leste do Líbano na véspera, em meio a um cessar-fogo vigente desde 16 de abril.

O anúncio foi feito em post no X por um porta-voz do órgão militar. A comunicação sinaliza uma escalada na operação israelense no território libanês, que já recebeu ordens de evacuação anteriormente em áreas ao sul de outros rios, como o Litani.

O rio Zahrani, que atravessa o norte do sul libanês, fica a cerca de 40 quilômetros ao norte da fronteira com Israel. Ao sul dele, o território libanês soma aproximadamente 2 mil quilômetros quadrados.

Contexto e evacuações

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou, na véspera, que novas medidas eram necessárias para proteger comunidades no norte de Israel contra o Hezbollah. Em resposta, o Exército já havia expedido evacuações no sul, incluindo áreas entre os rios Litani e Zahrani.

A ordem desta quarta-feira representa a primeira evacuação total da zona ao sul do Zahrani. Civis foram orientados a evitar áreas próximas a integrantes do Hezbollah, instalações e estoques de armas do grupo.

Pessoas libanesas buscam abrigo rumo ao norte, com a cidade portuária de Sidon recebendo deslocados de outras regiões do sul. Em Beirute, a capital, drones de vigilância foram avistados, apesar de o país não ter sido alvo de novos ataques significativos no momento.

Autoridades de segurança libanesas ressaltaram que Washington tem mantido o envio de mensagens de contenção. Organizações internacionais destacaram o impacto humanitário, com milhares de deslocados desde março e centenas de mortes comunicadas pelas autoridades de saúde do Líbano.

O conflito, iniciado com confrontos entre Hezbollah e forças israelenses, manteve-se ativo no sul do Líbano mesmo com o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos. O balanço, segundo fontes oficiais, aponta milhares de mortos e feridos desde o início das hostilidades de março.

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