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Ministro de Israel reafirma plano de remover população palestina de Gaza

Plano de emigração voluntária de Gaza volta à pauta de Israel após publicação do ministro da Defesa, em meio à devastação e a milhares de mortos

Vista aérea da Cidade de Gaza em novembro de 2025
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  • O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que o plano de emigração voluntária de Gaza será implementado, conforme avaliação do governo.
  • A ideia, associada ao ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump após reunião com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu em início de 2025, ficou paralisada durante a ofensiva contra o Hamas e o cessar-fogo.
  • Katz criou a Diretoria para a Saída Voluntária dos Residentes de Gaza, ligada à Defesa, para ajudar moradores que queiram deixar o território.
  • Gaza abriga cerca de dois milhões de habitantes, com 81% das estruturas danificadas desde 7 de outubro de 2023; a maioria vive em tendas ou em edifícios destruídos, sem perspectiva de reconstrução imediata.
  • Na ofensiva, mais de 72,8 mil pessoas morreram e 172,8 mil ficaram feridas desde o ataque de 2023; o Hamas confirmou a morte do seu líder militar Mohammed Odeh, em bombardeio a Cidade de Gaza, na véspera desta semana.

O ministro de Defesa de Israel, Israel Katz, reafirmou a histórica ideia de remover, de forma voluntária, parte da população de Gaza. A medida foi descrita como um plano de emigração voluntária para moradores do enclave. A retomada ocorreu após divulgação pública do ministro, que já havia sinalizado a possibilidade no início de 2025. A proposta foi anunciada em contexto de ofensiva anterior contra o Hamas e de cessar-fogo vigente desde então.

Katz informou que a iniciativa será implementada no tempo e modo adequados, mantendo o caráter voluntário para quem desejar deixar Gaza. A proposta ganhou tração após reunião entre autoridades israelenses e o envolvimento de assessoria da Defesa, com a criação de uma diretoria destinada a facilitar saídas voluntárias. Gaza abriga cerca de 2,1 milhões de pessoas, concentradas em boa parte da faixa litorânea.

Segundo dados da ONU, 81% das estruturas de Gaza sofreram danos desde 7 de outubro de 2023. A população permanece em condições precárias, com grande parte morando em tendas ou edifícios danificados. O cessar-fogo não evoluiu para restauração coordenada da infraestrutura e retorno seguro às residências.

Mais de 72,8 mil habitantes de Gaza morreram em ofensivas desde o início da operação israelense, segundo o Ministério da Saúde local. As ações começaram após o Hamas realizar uma invasão a Israel, que deixou 1,2 mil mortos e 251 sequestrados.

Ataque de Israel mata líder do Hamas

O Hamas confirmou a morte de seu líder militar Mohammed Odeh em bombardeio israelense contra a Cidade de Gaza. A operação ocorreu na terça-feira, uma semana após a nomeação de Odeh para o cargo. O grupo informou que Odeh era uma figura key da organização.

Israel e o Shin Bet afirmaram ter realizado o ataque que atingiu diversos edifícios no coração da Cidade de Gaza, usados como refúgio pelo Hamas. O ministro Katz declarou que Odeh foi eliminado e que outros líderes da ala militar também estão sob risco. O governo israelense reiterou que continuará buscando os responsáveis pelos ataques de 7 de outubro de 2023.

Dados oficiais apontam que, desde a vigência do cessar-fogo, o Ministério da Saúde de Gaza contabilizou centenas de mortes adicionais e milhares de feridos. A contagem total desde o início da ofensiva em 2023 supera dezenas de milhares de óbitos e feridos, de acordo com autoridades locais.

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