- OMS pediu cessar-fogo imediato no leste da República Democrática do Congo para conter o surto de ebola, diante de deslocamentos em massa e campos de refugiados superlotados.
- Cepa Bundibugyo do ebola não tem vacina nem tratamento aprovado; a OMS declarou emergência de preocupação internacional neste mês e os casos estão aumentando.
- Já são mais de 900 casos suspeitos e mais de 200 mortes suspeitas em três províncias do leste, incluindo Kivu do Norte e Kivu do Sul.
- Os conflitos impedem ações de saúde, com áreas sob controle de grupos rebeldes na região de Ituri e arredores.
- Save the Children afirma que um quarto das mortes confirmadas são de crianças; doadores prometeram cerca de US$ 500 milhões, mas nem tudo foi desembolsado.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu nesta quarta-feira um cessar-fogo no leste da República Democrática do Congo (RDC) para conter o surto de ebola na região de Ituri. Segundo o diretor-geral, Tedros Adhanom Ghebreyesus, os confrontos causam deslocamentos em massa e ampliam a disseminação da doença em campos de refugiados superlotados.
A cepa Bundibugyo do ebola, sem vacina ou tratamento aprovado, foi declarada emergência de preocupação internacional pela OMS neste mês, com casos em alta. A região enfrenta, ao mesmo tempo, conflitos que dificultam a atuação de equipes de saúde e ajudam a circulação do vírus.
Tedros afirmou que não é seguro confiar apenas na proteção comunitária ou no isolamento de doentes enquanto bombas caem. O pedido de cessar-fogo envolve todas as partes em conflito para permitir ações de contenção e atendimento às pessoas afetadas.
Mais de 900 casos suspeitos e pouco mais de 200 mortes têm sido registrados em três províncias do leste, incluindo Kivu do Norte, sob controle de grupos rebeldes, e Kivu do Sul, onde atua outra facção. A desinformação e ataques a profissionais de saúde também atrapalham os trabalhos.
A organização Save the Children informou que cerca de um quarto das mortes confirmadas são de crianças, reforçando a necessidade de medidas efetivas de prevenção de infecções. Enquanto isso, a comunidade internacional mantém apoio financeiro, com promessas próximas de US$ 500 milhões.
Deslocamentos massivos e pressões em pontos de passagem têm sido observados na região do Nilo Ocidental, com a fronteira da RDC para Uganda abrigando locais de trânsito com capacidade excedida. Agências humanitárias seguem mobilizando equipes e insumos para a região.
Doadores destacam avanços nas operações de saúde, mas a implementação completa depende de condições de segurança mais estáveis. O vírus continua sendo monitorado por autoridades locais, com cooperação de parceiros internacionais.
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