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Parlamentares húngaros votam para permanecer na Corte Penal Internacional

Parlamentares húngaros aprovam permanência na Corte Penal Internacional, revertendo retirada anunciada por Orbán e encaminhando a assinatura presidencial.

Magyar said Hungary would not join China, Israel, Russia and the US in refusing to recognise the ICC.
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  • O parlamento da Hungria aprovou, de forma ampla, que o país permaneça no Tribunal Penal Internacional, revertendo a decisão de saída anunciada pelo governo anterior de Viktor Orbán.
  • A votação ocorreu com 133 votos a favor, em 199 parlamentares, e acelera o processo para que a medida vire lei.
  • O projeto de lei agora depende da assinatura do presidente, Tamás Sulyok, que foi nomeado durante o governo de Orbán.
  • O primeiro-ministro eleito Péter Magyar havia prometido reverter a retirada antes do prazo de 2 de junho.
  • A decisão tem implicações para o caso do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, que possui mandado de prisão da ICC por crimes contra a humanidade e crimes de guerra.

O parlamento da Hungria aprovou, de forma expressiva, a permanência do país como membro do Tribunal Penal Internacional (ICC), revertendo decisão anterior do governo de Viktor Orbán. A votação ocorreu dias antes de o país deixar de reconhecer a jurisdição do tribunal.

Pelo plenário, 133 de 199 deputados apoiaram o projeto, que determina a reversão da retirada do ICC. A medida tramita em regime de urgência e precisa ser sancionada pelo presidente do país, Tamás Sulyok.

A retirada estava prevista para entrar em vigor em 2 de junho. A mudança é impulsionada pelo novo governo de Péter Magyar, eleito recentemente, que prometeu manter o país como membro do ICC.

Magyar afirmou que a decisão se justifica para manter a responsabilização de crimes contra a humanidade e para preservar a integridade do tribunal. O governo informou que a legislação visa fortalecer a responsabilização internacional.

Antes, Orbán havia anunciado, em abril do ano anterior, o início do processo de retirada do ICC, durante encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, aliado de longa data. A decisão gerou críticas internacionais.

O ICC recebeu com ressalvas a nova posição de Budapeste, destacando que a reversão é essencial para manter a responsabilização pelos crimes graves. A instituição ressalta que a cooperação é fundamental para o funcionamento do tribunal.

Segundo analistas, a mudança também sinaliza alinhamento mais firme de Hungria com membros da União Europeia que reconhecem a jurisdição do ICC. O país é um dos poucos da UE a manter posição diferente até então.

Em julho de 2024, o ICC emitiu mandado de prisão contra Netanyahu por crimes contra a humanidade e crimes de guerra; Israel nega as acusações. A tramitação atual reforça o papel de Hungria como estado fundador do tratado.

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