- O presidente Rodrigo Paz afirmou que a Bolívia está “no ponto de ruptura” após um mês de protestos contra o governo, com sete mortes e centenas de prisões.
- Manifestantes liderados por sindicatos e povos indígenas bloquearam estradas, gerando desabastecimento de itens básicos e paralisando grande parte do país.
- Os protestos começaram com a oposição a uma reforma agrária; o governo revogou a reforma e retirou subsídios de combustível, contribuindo para inflação e aumento do custo de vida.
- Paz pediu diálogo, mas não descartou instrumentos constitucionais para pôr fim aos bloqueios; o Congresso aprovou facilitar a declaração de estado de emergência e o uso das Forças Armadas.
- As agências estimam perdas econômicas diárias superiores a 50 milhões de dólares devido aos protestos.
O presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, afirmou que o país está no limite após um mês de protestos anti governo que deixaram sete mortos e centenas de detenções. As mobilizações, lideradas por sindicatos e povos indígenas, bloquearam rodovias em várias regiões, gerando severas faltas de bens básicos.
Os bloqueios causaram impactos econômicos e logísticos, com desabastecimentos e paralisação de setores inteiros. A contestação mantém pressão pela reinstalação de subsídios de combustível e revogação de medidas de austeridade, bem como pela renúncia de Paz.
Paz encerrou, parcialmente, a reforma agrária e afirma que pretende manter o diálogo, mas não descartou o uso de instrumentos constitucionais para enfrentar os bloqueios. O governo também anunciou medidas para restaurar a ordem pública.
Contexto e motivações
O conflito teve início no fim de abril, após propostas de reforma agrária que desagradaram pequenos agricultores. O governo sustenta que a venda de terras dependeria de condições voluntárias, enquanto entidades rurais questionaram esse argumento.
Medidas do governo
O Executivo já deixou de manter subsídios a combustíveis, citando inflação e custos de vida elevados. Além disso, Paz reduziu salários de dirigentes e lançou um conselho de negociação com setores isolados, sem obter reflexo imediato.
Avanço legislativo recente
Nesta semana, o Congresso aprovou facilitar a decretação de estado de emergência e o uso de forças militares para recompor a ordem. A oposição teme acirramento de tensões sociais, enquanto apoiadores afirmam que medidas são necessárias para conter protestos.
Situação atual
Analistas estimam perdas econômicas diárias superiores a 50 milhões de dólares com a greve. A violência e os bloqueios continuam a afetar serviços públicos, comércio e abastecimento, mantendo o país em estado de alerta.
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