Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Soldados na Ucrânia recorrem a drogas para aguentar a guerra

Uso de estimulantes e opioides entre soldados na Ucrânia cresce com a guerra, aumentando dependência e dificultando a reintegração após o conflito

Uma idosa caminha com a ajuda de um socorrista em meio aos escombros de um prédio residencial danificado após um ataque de drone russo em 12 de junho de 2025 em Kharkiv, Ucrânia.
0:00
Carregando...
0:00
  • Soldados na Ucrânia recorrem a estimulantes e opioides para aliviar dores, evitar sono, suprimir o medo e continuar lutando.
  • O uso ocorre de ambos os lados do front, em um conflito que já dura há anos, com dependência química se tornando problema crescente.
  • Relatos de soldados, como Dmytro e Stanislav, destacam como a dor, o trauma e a falta de apoio em saúde mental levam ao uso de substâncias, inclusive metadona.
  • Especialistas alertam que a dependência pode acompanhar os combatentes após o fim do conflito, com impacto na vida civil e na saúde mental.
  • Falta apoio para veteranos, com lacunas em serviços de reabilitação e psicologia; o uso de drogas continua proibido nas forças, sujeitando flagrantes a punições.

Soldados na Ucrânia recorrem a drogas para suportar o conflito, em curso há quase cinco anos. Estimulantes e opioides são usados para aliviar dor, evitar o sono, reduzir o medo e manter o serviço ativo em linha de frente. O uso ocorre em ambos os lados do front.

Especialistas mostram que a dependência química cresce com a prolongação dos combates e com o estresse extremo. A automedicação envolve substâncias que atenuam traumas, mas também geram riscos de saúde e prejudicam a atuação militar.

O relato de um oficial ucraniano em recuperação evidencia a Normalização provisória do uso de analgésicos e substâncias potentes entre tropas expostas a ferimentos repetidos e longos períodos de missão. A prática persiste mesmo com restrições formais.

Substâncias e padrões de uso

  • Estimulantes são usados para manter a vigília e o desempenho em missões prolongadas.
  • Opioides aparecem como analgésicos potentes para ferimentos, com manejo inadequado em campo.
  • A combinação de álcool com drogas também é citada por especialistas como comum entre combatentes.

Na visão de profissionais de saúde, a dependência pode acompanhar os soldados após o fim do conflito, agravando traumas e complicando reabilitação. O cenário atual envolve pouca rotatividade entre unidades e continuidade de combate.

Ihor Alferow, psicoterapeuta com atuação militar, aponta que a exposição prolongada altera a biologia dos combatentes e reduz o interesse em família, casa ou carreira. Além de tratamento médico, há necessidade de apoio psicoterapêutico.

Traumas, dor e acesso a tratamento

A tríade trauma, dor crônica e transtornos mentais leva muitos soldados a buscar alívio externo. Em casos de ferimentos graves, a dor persiste e a busca por alívio pode reincidir no uso de substâncias.

Dmytro descreve a progressão: após o primeiro ferimento, analgésicos aliviam temporariamente; ao retornar ao serviço, a dor volta, levando ao uso de medicamentos mais potentes. O caminho inclui metadona administrada de forma não oficial.

O governo tem avançado pouco com políticas estruturais de apoio a veteranos. Falta acesso a serviços de saúde mental, espaços de acolhimento e redes de reabilitação para quem retorna da linha de frente.

Desafios para o apoio aos veteranos

Especialistas estimam que metade dos militares em combate já teve algum tipo de experiência com drogas. O uso costuma começar com álcool e evolui para outras substâncias, incluindo opioides.

As práticas de dispensação no front permanecem informais: há tolerância proposital desde que o desempenho no serviço não seja afetado. Tal laxismo contrasta com a rigidez de sanções para uso detectado.

A participação de autoridades em ações de apoio a pacientes com dependência química é recente, com iniciativas piloto voltadas a veteranos. Enquanto isso, as Forças Armadas mantêm norma de proibição ao uso de drogas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais