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Ações dos EUA contra facção venezuelana sinalizam impacto no PCC e CV

Sanções dos EUA contra PCC, CV e Tren de Aragua sinalizam desdobramentos financeiros e maior pressão internacional sobre facções criminosas

Mais de 250 supostos integrantes do Tren de Aragua foram deportados dos EUA para El Salvador.
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  • O governo dos Estados Unidos planeja classificar o PCC e o CV como organizações terroristas estrangeiras, com sanções financeiras previstas a partir de cinco de junho; ações semelhantes já alcançam cartéis do México e o Tren de Aragua.
  • O Departamento de Estado sancionou cinco líderes do cartel Jalisco Nueva Generación e ofereceu até 15 milhões de dólares por informações que levem à captura de El Mencho, líder do grupo.
  • O Tren de Aragua atua no Brasil, com presença em Roraima, Amazonas, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, envolvendo-se em drogas, extorsão, prostituição e contrabando de pessoas, e mantém parceria com o PCC.
  • O Departamento do Tesouro dos EUA sancionou integrantes do Tren de Aragua; bens nos Estados Unidos ou em posse de americanos são bloqueados, e empresas com participação de bloqueados também ficam restritas.
  • Na cúpula do Tren de Aragua, aparecem nomes como Niño Guerrero, Johan Petrica (Yohan José Romero) e Giovanni Vicente Mosquera Serrano, com recompensas de até 12 milhões de dólares por informações que levem a líderes.

Em uma ação que sinaliza possíveis desdobramentos para o Brasil, o governo dos EUA ampliou sanções contra organizações criminosas na região. O Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) passaram a ser classificados como organizações terroristas estrangeiras, com bases legais já definidas e ações de bloqueio financeiro em curso. A medida acompanha sanções aplicadas a cartéis mexicanos e ao grupo Tren de Aragua, da Venezuela.

O Departamento de Estado informou que a designação visa restringir ativos, operações e redes de apoio dessas organizações. Além disso, líderes procurados passaram a constar de listas de recompensa, com valores que podem chegar a milhões de dólares por informações que levem às capturas. O anúncio ocorre após ações contra o Jalisco Nueva Generación e outras redes transnacionais, destacando o endurecimento da política.

O Tren de Aragua, ligado ao tráfico de drogas, extorsão, prostituição e contrabando de pessoas, tem atuação documentada em estados brasileiros como Roraima, Amazonas, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. As autoridades ressaltam cooperação entre o grupo venezuelano e o PCC, visando facilitar operações transfronteiriças.

Entre os integrantes sancionados pelo Tesouro dos EUA estão figuras próximas à cúpula do Tren de Aragua. Um dos nomes citados é Johan Petrica, apontado como líder de operações de mineração ilegal e fornecedor de armas de uso militar para o grupo. A rede também já foi alvo de ações anteriores, com altas somas em jogo para informações que ajudem a localização de líderes-chave.

Outro destacamento da lista é Giovanni Vicente Mosquera Serrano, 37 anos, incluído entre os dez mais procurados pelo FBI. A autoridade americana classifica o Tren de Aragua como organização transnacional violenta, com atuação que envolve tráfico de drogas, pessoas, armas e crimes graves. As redes apontadas mantêm uma relação complexa com trafficking regional e internacional.

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