- Gerson Palermo, apontado como chefe do PCC, foi preso na região de Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, nesta terça-feira em operação entre a Polícia Federal do Brasil e a Força Especial de Luta contra o Narcotráfico.
- Ele estava foragido desde 2020, após romper a tornozeleira eletrônica ao obter prisão domiciliar.
- Palermo chegou a Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, no fim da tarde de quarta-feira, e foi levado à Superintendência da Polícia Federal local; depois será encaminhado ao sistema penitenciário federal.
- O traficante soma condenações que totalizam 126 anos de prisão por tráfico internacional de drogas e sequestro de avião, e ficou conhecido por participação no sequestro de uma aeronave em 2000.
- A operação envolve o envolvimento do desembargador Divoncir Maran, punido pelo CNJ; o HC concedido a Palermo ocorreu em regime de plantão, conforme reportagens, e a defesa do magistrado nega irregularidades.
Gerson Palermo, apontado como integrante da cúpula do PCC, foi preso na Bolívia nesta semana e, nesta quarta-feira, chegou a Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. A Polícia Federal informou que ele permanecerá à disposição da Justiça e será encaminhado ao sistema penitenciário federal. A cooperação entre PF e a FELCN facilitou a operação.
A prisão ocorreu na região de Santa Cruz de la Sierra, após six anos foragido. Palermo estava foragido desde 2020, quando rompeu a tornozeleira eletrônica após obter prisão domiciliar concedida por um desembargador do TJMS. Ele acumula condenações por tráfico internacional de drogas e sequestro de avião.
No Brasil, o traficante foi conduzido pela PF à Superintendência Regional em Mato Grosso do Sul. Em seguida, será transferido para uma unidade prisional federal, à disposição da Justiça. A operação reforça o esforço de cooperação internacional no combate ao crime organizado.
Contexto do caso
O caso envolve o desembargador Divoncir Maran, hoje aposentado compulsoriamente pelo CNJ, sob investigação por suposta corrupção e facilitação de habeas corpus. Mensagens atribuídas a assessores indicam que o pedido de prisão domiciliar foi protocolado durante regime de plantão, pouco antes de a decisão ser tomada.
Segundo a investigação, Palermo deixou o presídio federal após autorizar a prisão domiciliar, rompeu a tornozeleira e tornou-se foragido. A defesa de Palermo não foi localizada até o momento. O espaço permanece aberto para manifestações.
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