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Chileno sequestrado ainda bebê durante Pinochet reencontra a mãe biológica

Chileno sequestrado na ditadura de Pinochet reencontra mãe biológica após teste de DNA, abrindo caminho para justiça e reconciliação familiar

Adotado por uma família americana aos 9 meses de idade, o homem de 36 anos é uma das milhares de crianças que foram tiradas de suas famílias naquela época
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  • Kyle Adler, chileno sequestrado na ditadura de Pinochet, foi adotado por uma família americana aos nove meses e cresceu em Chicago; hoje tem 36 anos.
  • No início de 2026, ele reencontrou a mãe biológica, Ana Maria Navarrete, após confirmar a origem por meio de um teste de DNA.
  • O caso veio à tona com o apoio da organização Nos Buscamos e da plataforma MyHeritage, que confirmou a ligação entre Adler e Navarrete e ajuda a identificar outras vítimas de adoção ilegal.
  • O reencontro ocorreu em Miami e, depois, em Santiago, com a recuperação de documentos como a certidão de nascimento original e o conhecimento de familiares biológicos adicionais.
  • Organizações e defensores buscam justiça para famílias separadas e ampliar ações de DNA kit para adotados chilenos, diante de uma prática vinculada a redes de adoção fraudulenta.

Kyle Adler, chileno sequestrado ainda bebê durante o regime de Pinochet, reencontrou a mãe biológica pela primeira vez em 2026. Adotado por uma família americana aos 9 meses, ele viveu em Chicago até buscar respostas sobre sua origem.

Adler foi criado em um bairro de classe alta por pais adotivos, Mike e Connie Adler. O jovem só soube da história real durante a vida adulta, o que gerou uma crise de identidade e meses de terapia antes de decidir investigar.

A mãe biológica, Ana Maria Navarrete, era trabalhadora de 19 anos que morava em Coronel, cidade litorânea ao sul de Santiago. Ela sustenta que foi lesada por uma rede de adoção fraudulenta envolvendo órgãos públicos e profissionais de saúde.

Desvendando o passado

A busca por informações começou em 2017, quando Adler conheceu a organização Nos Buscamos. A entidade confirmou a origem e facilitou o contato inicial, que ocorreu por meio de uma reunião virtual.

Um teste de DNA via MyHeritage confirmou a relação entre Adler e Navarrete, de 56 anos, e oficializou o reencontro. Parceiras como Connecting Roots ajudam a distribuir kits de DNA para adotados chilenos.

O reencontro

A reunião ocorreu dois dias após o aniversário da mãe, no Chile, com Adler viajando dos EUA. Em seguida, passaram uma semana juntos em Coronel, visitando locais relevantes e recuperando documentos originais.

Navarrete descreveu o encontro como um sonho realizado e disse que busca justiça para as pessoas envolvidas na adoção ilegal. Ela busca responsabilização e apoio legal para others afetados.

A história também envolve advogados e organizações de direitos humanos que trabalham por uma possível responsabilização do governo chileno. O governo local não comentou as informações apresentadas.

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