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Cuba vê maior risco de ataque militar dos EUA por impasse nas negociações

Cuba aponta aumento do risco de agressão dos EUA diante do impasse nas negociações, acusando Washington de fabricar pretextos para justificar a ameaça

Carros passam por bandeiras cubana e americana ao lado da Embaixada dos EUA em Havana, Cuba
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  • A vice-ministra cubana das Relações Exteriores, Josefina Vidal, disse que o risco de agressão militar dos EUA contra Cuba aumenta devido ao impasse nas negociações entre os dois países.
  • Vidal acusou Washington de fabricar pretextos para retratar Cuba como ameaça à segurança dos EUA, para justificar possíveis ações militares.
  • Ela mencionou as sanções dos EUA às importações de petróleo, sob a gestão de Donald Trump, que provocaram cortes de energia e agravaram a crise.
  • O canal de comunicação entre os governos permanece aberto, mas há pouco progresso; Cuba questiona a seriedade da parte americana.
  • Em escalada da pressão, os EUA também acusaram formalmente o ex-presidente Raúl Castro de quatro homicídios em 1996; Cuba afirma que qualquer ação militar provocaria um banho de sangue.

A vice-ministra cubana das Relações Exteriores, Josefina Vidal, afirmou nesta quinta-feira (28) que o risco de uma agressão militar dos EUA contra Cuba aumenta por causa do impasse nas negociações entre os dois países. O discurso ocorreu no Capitólio cubano, durante uma audiência para atacar as sanções ao petróleo imposta pelos EUA. Cuba considera que há falhas de boa-fé do lado americano.

Vidal disse que Washington cria pretextos para retratar Cuba como ameaça à segurança nacional, com o objetivo de justificar uma intervenção. Ela afirmou que o canal de comunicação entre os governos continua aberto, mas sem progresso significativo. A alta dirigente ressaltou a necessidade de respeito à integridade e à soberania cubanas.

A Câmara cubana também criticou as sanções, destacando impactos sobre importações de combustível e a crise energética. A declaração ocorre em meio a avaliações de que o bloqueio intensificado durante a gestão de Donald Trump agravou problemas econômicos e de energia em Cuba.

Escalada de acusações

As autoridades cubanas citam ações da administração Trump para justificar maior vigilância e pressões externas. Nesse contexto, EUA teriam formalmente apontado Raúl Castro em relação a golpes de décadas passadas, ampliando o atrito entre as duas nações.

O chanceler Bruno Rodríguez alertou que qualquer ação militar representaria um alto custo humano, com perdas para cubanos e americanos. Ele enfatizou que Cuba não permitirá interferência em seus assuntos internos e pediu cautela na abordagem dos temas de segurança regional.

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