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Dissidentes das Farc provocam dezenas de mortos na Colômbia antes das eleições

Confrontos entre dissidentes das Farc na Colômbia deixam dezenas de mortos às vésperas das eleições, ampliando a violência na região

Vista aérea de um campo de coca no departamento de Guaviare, reduto de guerrilhas na Colômbia
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  • Confrontos entre dissidentes das Farc na região central da Colômbia deixaram dezenas de mortos nos últimos três dias, às vésperas das eleições presidenciais.
  • A imprensa aponta números diferentes: cerca de cinquenta mortes segundo o El Colombiano e quarenta e oito, segundo a AFP, citando autoridades e moradores.
  • A violência começou na segunda-feira e pode impactar o pleito que acontece no próximo domingo, com a região de Guaviare entre as áreas mais afetadas.
  • O ministro da Defesa informou que as facções Estado-Maior Central, liderada por Iván Mordisco, e Isaías Carvajal, ligada a Jorge Suárez Briceño, estão em confronto.
  • Equipes de resgate aguardam autorização para recolher os corpos e há relatos de possível atuação de menores; o governo afirmou ter mobilizado unidades terrestres e aéreas.

Pelo menos três dias de confrontos entre dissidentes das Farc deixaram dezenas de mortos na região central da Colômbia, às vésperas das eleições presidenciais. A violência começou na segunda-feira (25) e é tema de cobertura de imprensa local e da AFP.

Segundo relatos de autoridades e moradores, não há número definitivo de mortes. O jornal El Colombiano cita cerca de 50 óbitos, enquanto a AFP, com base em relatos de um prefeito, aponta 48 combatentes mortos. Equipes de resgate ainda aguardavam autorização para atuar.

O território atingido é Guaviare, na Amazônia colombiana, onde a área é marcada por conflitos entre facções dissidentes. O governo teme que o confronto se estenda até o dia da votação, marcado para o próximo domingo (31).

De acordo com autoridades, o confronto envolve as facções Estado-Maior Central, liderada por Iván Mordisco, e Isaías Carvajal, ligada a Jorge Suárez Briceño, conhecido como Calarcá. Aliadas até 2023, as facções se distanciarem divergiram sobre o acordo de paz.

O ministro da Defesa informou que as forças foram mobilizadas e atuam por terra, em razão de dificuldades logísticas para ações aéreas devido ao clima. A atuação busca conter a violência e proteger civis na área.

Ele afirmou que o conflito pode ter ceifado a vida de menores de idade, evidenciando riscos para a população local. As autoridades ressaltam que a violência impacta a segurança pública na região central do país.

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