- O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Tesouro dos EUA anunciou sanções contra a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, criada pelo Irã para gerir o Estreito de Ormuz.
- A agência iraniana foi criada em 5 de maio para regulamentar rotas e cobrar pedágio pelo trânsito no estreito, que tem funcionamento quase totalmente bloqueado desde o início da guerra com os EUA e Israel.
- O governo americano informou que quem coopere com a autoridade pode apoiar a Guarda Revolucionária e ficar sujeito a sanções, associando a medida à tentativa de extorsão sobre o comércio marítimo global.
- As sanções fazem parte da chamada Operação Fúria Econômica, sob a qual o Tesouro busca reduzir receitas do regime iraniano ligadas a programas de armas, grupos ligados ao terrorismo e ambições nucleares.
- Entre as medidas, estão o bloqueio de bens situados nos EUA ou sob controle de americanos, a proibição de transações financeiras e comerciais com os sancionados, e a necessidade de licença específica do OFAC para qualquer relação com as entidades alvo.
O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou sanções econômicas contra a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, órgão criado pelo Irã para gerir o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz. A medida foi divulgada nesta quarta-feira (27).
A autoridade iraniana foi criada em 5 de maio com a função de regulamentar rotas e cobrar pedágio pela passagem naval na região. A produção ocorre em meio a um contexto de tensões crescentes entre Teerã e Washington desde o início da guerra contra EUA e Israel, em 28 de fevereiro.
O governo americano afirmou que cooperação com a autoridade pode significar apoio às Forças Revolucionárias e sujeitar indivíduos ou entidades a sanções. O Tesouro aponta que o Irã busca financiar seus programas com essa iniciativa e ampliar a pressão econômica global.
Medidas e objetivo
As ações do OFAC incluem o bloqueio de bens localizados nos EUA ou sob controle de americanos, a proibição de transações com pessoas sancionadas e o impedimento de empresas com participação relevante nos visados. Licenças específicas podem permitir exceções.
A justificativa oficial vincula as sanções à estratégia de pressionar o regime iraniano a negociar. O Tesouro afirma que as medidas visam restringir redes de embarcações, intermediários e compradores ligados à exportação do petróleo iraniano.
O anúncio reforça o objetivo de limitar receitas iranianas destinadas a programas de armas, grupos considerados terroristas e ambições nucleares. A gestão do governo americano descreve a ação como parte de uma série de medidas para endurecer o bloqueio econômico.
O comunicado cita ainda que a criação da autoridade do estreito é vista como forma de ampliar extorsões sobre o comércio marítimo global. As sanções visam desestimular operações ligadas ao governo iraniano no setor.
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