- Os Estados Unidos lançaram o segundo ataque contra o Irã em três dias, durante a madrugada, após terem abatido cinco drones iranianos e supostamente impedido o lançamento de um sexto drone de Bandar Abbas.
- Em resposta, o Corpo da Guarda Revolucionária do Irã afirmou ter alvejado uma base militar dos EUA às 4h50 no horário local, como aviso pela ofensiva anterior.
- O Kuwait afirmou ter interceptado drones e mísseis iranianos que teriam sido lançados em direção ao Kuwait, com explosões registradas no país.
- Países do Golfo, como Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos, condenaram a retaliação do Irã contra o Kuwait.
- No Líbano, Israel continua bombardeando Beirute, enquanto o Hezbollah realiza operações contra forças israelenses; as negociações para um cessar-fogo seguem sem avanço.
Os EUA realizaram o segundo ataque contra o Irã em três dias, durante a madrugada de hoje. Em retaliação, o Irã disse ter lançado mísseis contra uma base militar dos EUA na região, sem indicar a localização exata. O Kuwait informou ter interceptado projéteis em seu espaço aéreo.
O Comando Central dos EUA afirmou que o ataque iraniano ocorreu após abates de cinco drones do Irã e a suposta interceptação de um sexto drone dentro do território iraniano, na cidade de Bandar Abbas. A defesa americana classifica os drones como ameaça próxima ao Estreito de Ormuz.
Em resposta, o Corpo da Guarda Revolucionária do Irã informou ter alvejado uma base militar dos EUA às 4h50 no horário local, alegando que a base seria a origem do ataque aos arredores do aeroporto de Bandar Abbas. O IRGC classificou a ação como aviso claro de retaliação.
Kuwait
Apesar de não confirmar a base atingida, o Irã, o Kuwait e os EUA divulgaram versões sobre o ataque iraniano, com interceptação de mísseis e drones pelas defesas kuwaitianas. O Exército do Kuwait informou que houve destruição de drones e mísseis inimigos, com explosões registradas no país.
Países do Golfo, como Arábia Saudita, Catar e Emirados Árabes Unidos, condenaram as ações iranianas contra o Kuwait. Um comunicado do governo saudita destacou repúdio aos ataques com mísseis e drones contra o Kuwait, país irmão.
Israel no Líbano
Mesmo com um suposto acordo de cessar-fogo, Israel continua bombardeando o Líbano, inclusive Beirute. O Hezbollah tem realizado operações contra forças israelenses na região, ampliando a tensão local desde março, quando a atual fase do conflito no Líbano teve início.
Dados oficiais do Ministério da Saúde do Líbano apontam mais de 3,2 mil mortos e cerca de 9,7 mil feridos desde o começo da escalada mencionada. A situação humanitária segue sob forte pressão na região.
Negociações sem resultado
O Irã exige a saída das bases militares dos EUA, desbloqueio de recursos congelados e fim de sanções. Os EUA condicionam acordo à entrega de urânio iraniano e abertura total do Estreito de Ormuz, via passagem de parte relevante do petróleo mundial.
Autoridades iranianas afirmaram que não abrirão mão de suas linhas vermelhas, incluindo direito de enriquecer urânio e controle sobre o Estreito de Ormuz. O governo iraniano mantém posição firme frente às pressões externas.
Analistas consultados pela Agência Brasil indicam que a narrativa de ameaça nuclear pode ser um pretexto para ações de maior alcance. O objetivo estratégico, segundo algumas leituras, seria conter a influência regional do Irã e equilibrar interesses de Israel e potências como a China.
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