- Vários artistas franceses assinam uma carta aberta pedindo o boicote ao Centro Pompidou-Seul, devido aos vínculos de uma fundação parceira com Israel.
- O centro Pompidou Seul, oficial e oficialmente chamado Centro Pompidou Hanhwa, abrirá em junho, ligada à Hanwha Foundation of Culture.
- A Hanwha Group, conglomerado sul-coreano, teve laços com as empresas israelenses Elbit Systems e Elta Systems em dois mil e vinte e um.
- A fundação Hanwha afirma que não envolve as empresas em operações militares nem exporta armas, mas a parceria com o Pompidou tem gerado críticas.
- Entre os signatários estão Ali Cherri, Lili Reynaud-Dewar, Ariella Aïsha Azoulay e outros; a petição defende o rompimento da parceria e mobilização pública.
A menos de um mês da inauguração, o Centre Pompidou de Seul enfrentou uma contestação pública de artistas franceses. Um abaixo-assinado assinado por nomes de destaque pede o boicote ao museu satélite, ligado a uma fundação parceira associada ao Hanwha Group, conglomerado sul-coreano.
A ação critica os vínculos da Hanwha Foundation of Culture com empresas de defesa israelenses. A inauguração do Centre Pompidou Hanwha está marcada para 4 de junho, em Seul, e o braço cultural da Hanwha é apontado como parceiro do museu francês na capital sul-coreana.
A carta aberta acusa o projeto de ser uma operação de “art-washing” que mascararia lucros derivados de conflitos armados. Os signatários defendem o rompimento da parceria entre o Pompidou e a Hanwha Foundation.
Entre os signatários estão artistas como Ali Cherri, Lili Reynaud-Dewar e outros nomes como Ariella Aïsha Azoulay, Mounir Fatmi, Théo Mercier e Élisabeth Lebovici. A lista também inclui pesquisadores e curadores de renome no circuito contemporâneo.
A Fundação Hanwha, conforme comunicado divulgado neste ano, afirmou que nem a Hanwha Aerospace nem a Hanwha Systems participam de atividades que atrapalhem a imagem internacional, e negam exportação de armas pela empresa. A controvérsia ocorre em meio a debates sobre ligações entre museus e financiadores corporativos.
O Centre Pompidou Hanwha já teve sua abertura amplamente divulgada como tentativa de fortalecer laços entre Coreia do Sul e França. O contexto envolve críticas ao papel de grandes empresas na cultura e à transparência de parcerias museais com o setor privado.
Paralelamente, o evento teve presença de figuras públicas ligadas à moda, com desfiles de marcas como Chanel ocorrendo no mesmo espaço na mesma época. A cobertura também ressalta debates sobre o papel de coleções públicas e a responsabilidade ética de instituições culturais.
Contexto internacional e impactos
Outras instâncias culturais também foram alvo de questionamentos. Em Nova York, o espaço Space ZeroOne, financiado pela Hanwha Foundation of Culture, recebeu críticas de ativistas que chegaram a pedir o cancelamento de uma exposição de Michael Joo. A gestão do espaço manteve a programação.
A repercussão reforça o tema do uso de investimentos corporativos em museus e eventos de arte, com impactos potenciais na imagem institucional. O posicionamento de representantes do Pompidou na região ainda não foi divulgado.
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