- Lula e a presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, anunciaram a assinatura de 13 acordos nas áreas de segurança, defesa, energia e infraestrutura.
- Os entendimentos para a segurança na fronteira preveem diretrizes para planejamento e execução de operações militares ao longo da faixa de fronteira entre Brasil e Suriname, com foco no enfrentamento ao narcotráfico e ao tráfico de armas.
- Na área de energia, Lula destacou o crescimento econômico do Suriname, impulsionado pela exploração de petróleo na Margem Equatorial; o Brasil pode importar petróleo do país e a Petrobras pode atuar em projetos na região.
- Sobre mineração, foi ressaltado o potencial de minerais críticos e a oportunidade de cooperação em mineração sustentável, industrialização local e agregação de valor.
- Em infraestrutura e conectividade, foi assinada uma carta de intenção para cooperação marítima; a ideia é aumentar a frequência de voos e avançar na Rota de Integração Sul-Americana.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a assinatura de 13 acordos com a presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, nesta quinta-feira, 28 de maio, no Itamaraty. Os entendimentos envolvem segurança, defesa, energia e infraestrutura.
Os acordos definem diretrizes para operações militares conjuntas ao longo da fronteira entre Brasil e Suriname, com foco no combate ao narcotráfico e ao tráfico de armas na região. A meta é ampliar a cooperação de fronteira em ações coordenadas.
No campo econômico, Lula destacou o crescimento do Suriname, impulsionado pela exploração de petróleo na Margem Equatorial. Ele mencionou que o Brasil acompanha o novo ciclo de crescimento do país e que a Petrobras pode atuar nas oportunidades de óleo na região.
O presidente brasileiro ressaltou também o potencial de mineração do Suriname, especialmente em minerais críticos, sinalizando cooperação em mineração sustentável, industrialização local e agregação de valor. A ideia é fortalecer cadeias produtivas conjuntas.
Sobre infraestrutura, Lula mencionou entendimentos para melhorar a conectividade entre os dois países. A proximidade geográfica, com quase 600 km de fronteira entre Pará e Amapá, permanece como base para futuras intervenções.
Durante o encontro, também foi assinada uma carta de intenção para cooperação marítima, visando facilitar as trocas comerciais. O objetivo é aumentar a frequência de voos e ampliar o fluxo de cargas entre Brasil e Suriname.
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