- Lula recebe a presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons, no Palácio do Planalto, com previsão de assinatura de até 12 atos bilaterais.
- A agenda envolve quatro eixos: petróleo, conectividade e infraestrutura, programas sociais e agronegócio, com foco também em cooperação policial e militar na região amazônica.
- O Suriname é visto como parceiro estratégico do Norte brasileiro, com fronteira com Pará e Amapá, e a integração da Amazônia é prioridade de segurança e desenvolvimento regional.
- A rota das Guianas é considerada central para conectar o Norte do Brasil ao Caribe, aumentando a exportação brasileira e reduzindo gargalos logísticos; há também discussão sobre ampliar voos entre Belém e Paramarimbo.
- No campo energético, a Petrobras foi convidada a participar de agendas, enquanto o Suriname, com reservas estimadas entre quatro e seis bilhões de barris, busca cooperação em exploração offshore e cadeia energética.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe nesta quinta-feira no Palácio do Planalto a presidente do Suriname, Jennifer Geerlings-Simons. A reunião deve assinalar a assinatura de até 12 atos bilaterais e consolidar uma agenda de integração amazônica, combate ao crime organizado e expansão da infraestrutura entre ambos.
Os temas centrais são quatro: petróleo, conectividade e infraestrutura, programas sociais e agronegócio. Também haverá cooperação policial e militar na região, com foco na Amazônia e na segurança das fronteiras.
O Suriname é visto pelo governo brasileiro como parceiro estratégico na região Norte, que faz fronteira com o Pará e o Amapá. A relação visa ampliar a integração regional, com prioridade para segurança e infraestrutura.
Acordos e prioridades
Ministros dos dois países já participaram de encontros preparatórios em Brasília. A comitiva surinamesa incluiu cinco ministros das áreas de defesa, agricultura, energia, turismo e comunicações. A expectativa é de avanços técnicos que gerem resultados práticos.
Entre os memorandos previstos estão cooperação em segurança cibernética, operações policiais, fronteira e combate ao tráfico de pessoas. Também constam acordos em saúde pública, incêndios florestais e políticas sociais.
A cooperação logística é outra frente. O governo brasileiro pretende acelerar a chamada rota das Guianas, conectando o Norte brasileiro ao Caribe por meio de Guiana, Suriname e Guiana Francesa. Rodovias e pontes são condicionantes essenciais.
Conectividade e energia
No âmbito da conectividade, há tratativas para ampliar voos entre Paramaribo e Belém e facilitar ligações regionais. A ideia é aumentar a frequência de rotas aéreas e facilitar o fluxo de pessoas e mercadorias.
Na energia, a Petrobras foi convidada a participar de agendas empresariais. O Suriname, com reservas estimadas entre 4 e 6 bilhões de barris, busca cooperação em exploração offshore, segurança de operações e desenvolvimento de cadeias energéticas.
Programas sociais e cooperação regional
Jennifer Geerlings-Simons pretende conhecer programas sociais brasileiros, incluindo visitas a um Centro de Referência de Assistência Social e a empreendimento do Minha Casa, Minha Vida em Brasília. Visitas à Embrapa Cerrados também estão previstas.
No turismo, Brasil e Suriname discutem memorando de cooperação para ecoturismo, investimento e maior conectividade aérea. Dados do Ministério do Turismo apontam crescimento de turistas surinameses ao Brasil entre janeiro e abril de 2026.
A missão brasileira também envolve ações humanitárias, com envio de vacinas e medicamentos ao Suriname durante a visita, reforçando a cooperação regional na área de saúde.
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