- Netanyahu afirmou ter ordenado às Forças de Defesa de Israel (IDF) aumentar o controle de Gaza para setenta por cento.
- Ele disse que o IDF já controla sessenta por cento do território, subindo de cinquenta por cento, com a meta de chegar a setenta por cento.
- A declaração contrasta com o cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos em outubro de 2025, que previa controle de cerca de cinquenta e três por cento.
- Desde o início do cessar-fogo, pelo menos 738 palestinos foram mortos, segundo a health ministry administrada pelo Hamas; números das Nações Unidas são considerados confiáveis; até 12 de maio de 2026, total de mortos é de 72.742, com 172.565 feridos.
- As negociações indiretas entre Israel e o Hamas permanecem em impasse e as operações militares em Gaza continuam.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse ter ordenado às Forças de Defesa de Israel (IDF) ampliar o controle sobre a Faixa de Gaza para 70%. A declaração foi feita durante uma conferência nesta quinta-feira.
Segundo Netanyahu, o regime já controla 60% do território, após avanços que o aproximaram de 50% e 60% em semanas anteriores. Ele afirmou que o objetivo é chegar a 70% antes de avançar para novas etapas.
A informação contrasta com o acordo de cessar-fogo mediado pelos EUA, assinado entre Israel e o Hamas em outubro de 2025, que previu retirada israelense a uma linha de demarcação e controle estimado em cerca de 53%.
Ministros israelenses também anunciaram posições firmes. O ministro da Defesa, Israel Katz, afirmou que houve compromisso de eliminar lideranças do Hamas associadas ao ataque de 7 de outubro de 2023 e citou um plano de migração voluntária de Gaza, que gerou críticas por possível deslocamento civil.
Nesta semana, múltiplos ataques a Gaza deixaram dezenas de mortos. Em Gaza City, ao menos 10 pessoas morreram em um ataque que atingiu um prédio, entre elas cinco crianças, segundo médicos locais.
O Exército de Israel divulgou que atingiu dois supostos terroristas centrais do Hamas no norte de Gaza, sem revelar identidades. Entre os alvos, estavam o comandante de batidão Imad Asleem e a filha adolescente Israa.
Outros ataques, como o ocorrido em Khan Younis, taxaram a morte de Ihab Khrizim, chefe de uma rede de transferências de fundos do Hamas, e de um dirigente da produção de armamentos. As atualizações elevam o saldo de violência desde o início do conflito recente.
Estima-se que 1.200 pessoas morreram na ofensiva iniciada após o ataque do Hamas em 2023, que desencadeou a guerra em Gaza, com milhares de deslocados. Até 12 de maio de 2026, a contabilidade do Ministério da Saúde de Gaza apontava 72.742 mortos e 172.565 feridos.
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