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Trump e Netanyahu teriam tentado desviar atenção ao Irã, afirma professor

Especialista afirma que ataque EUA-Israel ao Irã visou desviar crises internas de Trump e Netanyahu; renegociações não solucionam o impasse

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  • O professor Juliano Cortinhas, da UnB, afirmou ao WW que o ataque conjunto dos EUA e de Israel ao Irã foi uma manobra para desviar a atenção das crises internas dos dois países.
  • Segundo ele, o episódio não pode ser visto isoladamente; envolve um contexto mais amplo do Oriente Médio.
  • Cortinhas destacou que tanto o primeiro ministro israelense quanto o presidente americano enfrentavam forte pressão interna, com crise na Palestina atingindo críticas internacionais.
  • O especialista disse que as negociações em curso não devem levar a uma solução definitiva, lembrando que Israel já atacou o Irã no ano anterior.
  • Ele apontou que o objetivo pode ser apenas adiar o problema, possivelmente até depois das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, e citou o estreito de Ormuz como fator que elevou a tensão.

O ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel ao Irã foi analisado por Juliano Cortinhas, professor de Relações Internacionais da UnB, como uma manobra para distrair a opinião pública dos problemas internos desses países. O episódio é visto como parte de um cenário regional mais amplo no Oriente Médio.

Cortinhas explica que não é possível compreender a relação EUA–Irã sem considerar a atuação de Israel como parte do contexto. Segundo ele, o momento envolve pressões internas em ambos os governos, influenciando as decisões externas. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, também enfrentava instabilidade governamental.

O professor aponta que a crise na Palestina, descrita como grave por analistas, alimentava críticas internas e internacionais. Nesse quadro, o ataque ao Irã seria uma estratégia para desviar o foco da opinião pública de Israel e dos EUA.

Para o especialista, as negociações em curso não devem resolver a crise de forma definitiva. Ele lembra que o Irã já foi alvo de ataques no ano anterior, o que sugere apenas um adiamento do problema, potencialmente até as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.

O contexto regional também envolve o fechamento do Estreito de Ormuz, que elevou a tensão na região e contribuiu para o acirramento das disputas entre as partes envolvidas.

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