- O governo de Donald Trump planeja enviar cidadãos americanos expostos ao vírus Ebola ao Quênia para observação e tratamento, em vez de levá-los aos Estados Unidos.
- A mudança contrasta com surtos anteriores, quando profissionais de saúde e cidadãos expostos eram trazidos para o país para tratamento em unidades especiais.
- Neste mês, Trump transferiu um médico com sintomas para a Alemanha e levou mais seis americanos para monitoramento na Alemanha e na República Tcheca.
- O surto na República Democrática do Congo já contabiliza mais de mil casos e cerca de 200 mortes, segundo a Organização Mundial da Saúde; a letalidade atual é estimada em menos de 25%.
- Fontes dizem que há montagem de uma instalação no Quênia para quarentena e possível tratamento, coordenada pelos departamentos de Estado, Defesa e pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos; a Casa Branca não comentou.
O governo de Donald Trump planeja enviar americanos expostos ao vírus Ebola para tratamento e observação no Quênia, em vez de nos Estados Unidos. Três fontes próximas ao plano confirmaram ao New York Times a mudança de estratégia.
A medida representa uma ruptura com surtos anteriores, quando profissionais de saúde e cidadãos expostos eram transferidos para unidades médicas nos EUA. No mês, autoridades já transferiram um médico com sintomas para a Alemanha e levaram seis cidadãos para monitoramento na Alemanha e na República Tcheca.
Segundo as fontes, a nova estrutura envolve montagem de uma instalação no Quênia, coordenada pelos departamentos de Estado e Defesa e pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos. O objetivo é quarentena e tratamento, caso haja necessidade.
Mudança de estratégia
A mudança ocorre em meio a cortes de ajuda americana que impactaram vigilância epidemiológica e cadeias de suprimentos médicos usadas no combate a surtos. A decisão também coincide com restrições de entrada nos EUA para viajantes de alguns países africanos.
O surto atual ocorre na região de Ituri, no leste da República Democrática do Congo, com mais de mil casos e cerca de 200 mortes estimadas. A OMS classificou a situação como emergência de saúde pública de importância internacional.
A taxa de letalidade do surto na Congo, segundo a OMS, está abaixo de 25%, menor que em epidemias anteriores. A organização ressalta fatores como conflitos e alta mobilidade que complicam o controle da doença.
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