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UE anuncia novas sanções contra colonos israelenses violentos

UE impõe sanções a quatro entidades e três pessoas ligadas a colonos na Cisjordânia por violações graves de direitos humanos e apoio a postos avançados

Colonos israelenses atearam fogo em mesquita e carro na Cisjordânia em 15 de maio
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  • O Conselho da União Europeia anunciou novas sanções contra colonos israelenses e organizações que os apoiam na Cisjordânia, por violações graves dos direitos humanos.
  • As medidas atingem quatro entidades e três pessoas físicas, incluindo o movimento Nachala e sua diretora Daniella Weiss, apontados como responsáveis por incentivar deslocamento forçado de palestinos.
  • A Regavim e seu diretor Meir Deutsch também foram sancionados por pressionar demolições para expandir o controle israelense na Cisjordânia, incluindo a demolição de uma escola primária palestina financiada pela UE.
  • A ONG Hashomer Yosh e seu presidente Avichai Suissa receberam sanções por oferecer apoio material e coordenar voluntários em fazendas de gado na Cisjordânia em atos violentos.
  • A associação Amana, ligada ao movimento Gush Emunim, foi citada como fundamental no estabelecimento e financiamento de postos avançados e assentamentos violentos que contribuíram para o deslocamento de comunidades palestinas.

O Conselho da União Europeia anunciou novas sanções contra colonos israelenses e organizações que os apoiam, por violações graves dos direitos humanos na Cisjordânia. Medidas foram aprovadas nesta quinta-feira, 27 de maio, em Bruxelas.

As sanções atingem quatro entidades e três pessoas físicas ligadas a atividades de colonização na região. Entre os alvos está o movimento Nachala e sua diretora, Daniella Weiss, acusados de incentivar e facilitar atos coercitivos que provocaram deslocamento forçado de palestinos. Postos avançados associados a Nachala também teriam obstruído o acesso a terras agrícolas.

A lista inclui ainda a ONG Regavim e seu diretor, Meir Deutsch, identificados por pressionar pela demolição de propriedades palestinas para expandir o controle na Cisjordânia. A Regavim também seria responsável pela demolição de uma escola primária palestina financiada pela UE na vila de Jabbet al-Dhib, perto de Belém.

Além disso, a UE sancionou a organização Hashomer Yosh e seu presidente, Avichai Suissa, apontados por oferecer apoio material e coordenar voluntários em fazendas de gado na Cisjordânia, contribuindo para violência e violações de direitos humanos. Suissa seria responsável por facilitar ações de grupos já designados pelas sanções.

Por fim, a associação cooperativa Amana, ligada ao movimento de colonos Gush Emunim, entrou na lista por seu papel no estabelecimento, financiamento e facilitação de dezenas de postos avançados e assentamentos, muitos dos quais acompanhado por violência. A União Europeia afirma que esses atos provocaram deslocamento de comunidades palestinas e expropriação de propriedades.

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