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China defende não interferência após EUA classificarem PCC e CV como terroristas

China reitera não intervenção em assuntos internos ao reagir à designação dos EUA de PCC e CV como terroristas, após visita de Bolsonaro à Casa Branca

Mao Ning, porta-voz do Ministério do Exterior da China, durante entrevista coletiva em Pequim, em 24 de janeiro de 2025
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  • A China diz defender o princípio de não interferência em assuntos internos após os EUA designarem o PCC e o CV como organizações terroristas.
  • A porta-voz Mao Ning reiterou que a China sempre se opõe à intervenção externa em outros países.
  • A decisão norte‑americana foi anunciada na quinta-feira, após a visita de Flávio Bolsonaro à Casa Branca.
  • O governo americano afirmou que as organizações são perigosas e que usará ferramentas para proteger interesses de segurança nacional e coibir recursos narcoterroristas, com saltos de autoridades como Marco Rubio.
  • O contexto envolve revisões norte‑americanas sobre narcoterrorismo e ações na América Latina; a China já havia se manifestado contra intervenções e abusos de meios judiciais em casos relacionados à Venezuela e Cuba.

O regime chinês reafirmou a defesa da não interferência em assuntos internos de outros países em resposta à designação dos grupos criminosos PCC e CV como organizações terroristas pelos Estados Unidos. A declaração foi feita pela porta-voz Mao Ning.

A decisão dos EUA foi anunciada na quinta-feira, 28, após a visita de Flávio Bolsonaro a Washington, onde participou de reuniões com autoridades, incluindo Donald Trump, Marco Rubio e JD Vance. A divulgação ocorreu oficialmente pela Casa Branca.

Segundo Washington, PCC e CV são organizações que atuam no Brasil e no entorno, com alcance regional. A medida envolve restrições e medidas de combate ao narcoterrorismo associadas a essas facções.

Contexto regional

Mao Ning afirmou na sexta-feira que a China mantém a posição de não intervenção e pediu respeito à soberania. O tema já havia sido apresentado em episódios anteriores envolvendo a Venezuela e Cuba.

Na semana passada, Pequim também criticou o uso de sanções unilaterais e o que chamou de abuso de meios judiciais por parte dos EUA em casos envolvendo Cuba e Raúl Castro. A posição chinesa é de oposição a ações fortes contra Estados soberanos.

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