- Em 1967, a guerra entre Egito e Israel fechou o Canal de Suez por oito anos, deixando quinze navios mercantes presos.
- Quando o canal foi reaberto em 1975, apenas dois navios ainda podiam navegar; os demais ficaram enferrujados e ganharam o apelido de “Frota Amarela”.
- Quase seis décadas depois, o Estreito de Ormuz segue fechado, noventa dias após o conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, com dezenas de petroleiros ancorados.
- O otimismo de Wall Street quanto a um cessar-fogo iminente contrasta com a prática diplomática lenta, enquanto a logística que manteve a oferta de petróleo enfrenta a pressão de um possível encaixe.
- O analista Javier Blas alerta para a complacência dos mercados: a economia ainda não sentiu a dor suficiente para forçar a paz, e Washington encara a guerra como politicamente barata.
Em 1967, a guerra entre Egito e Israel fechou o Canal de Suez por oito anos. Navios mercantes ficaram presos, com os capitães supostamente aguardando apenas alguns dias até o fim dos combates, que de fato durou até a Guerra dos Seis Dias. No fim, o canal só foi reaberto em 1975, quando poucos barcos ainda podiam navegar.
Décadas depois, a história se repete no Golfo Pérsico. Cerca de noventa dias após o bloqueio do Estreito de Ormuz, causado por conflitos entre Estados Unidos, Israel e Irã, dezenas de petroleiros aguardam ancorados. A comunidade internacional ainda negocia, mas não foi alcançado um acordo definitivo.
A leitura de Wall Street
Analistas apontam que o otimismo financeiro encara o fechamento como temporário. Segundo uma coluna da Bloomberg, há uma visão de que o estreito volta a abrir em breve, mesmo diante de tensões permanentes. A avaliação crítica destaca que a economia ainda não sentiu a dor necessária para forçar a paz.
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