- Estúdio News analisa o aumento de acolhimentos humanitários no Brasil, com foco em refugiados de Venezuela, Haiti, Cuba, Angola, Síria e Afeganistão.
- Em dois mil e vinte e quatro, venezuelanos representaram cerca de quarenta por cento dos pedidos de refúgio.
- O número de cubanos também cresceu, refletindo crises políticas e econômicas em seus países de origem.
- O Brasil abriga mais de dois milhões de imigrantes, refugiados e solicitantes de refúgio, distribuídos por todos os estados, com desafios em moradia, saúde, educação e acesso ao mercado de trabalho.
- A inserção no mercado de trabalho é difícil: parte atua na informalidade, mas há avanços no Sul, especialmente no agronegócio e na indústria.
O Estúdio News analisa o aumento de acolhimentos humanitários no Brasil, tema que será apresentado neste sábado (30), às 22h15, na RECORD NEWS. A reportagem revisa como o país tem recebido pessoas vindas principalmente da Venezuela, Haiti, Cuba, Angola, Síria e Afeganistão, e os principais fatores que motivam esses pedidos de proteção.
Historicamente reconhecido pela política de acolhimento, o Brasil registra números crescentes de solicitantes de refúgio. Em 2024, a Venezuela representou cerca de 40% dos pedidos, enquanto o número de cubanos também tem mostrado alta significativa, refletindo crises políticas e econômicas nesses países.
Thais Menezes, Oficial de Proteção do Acnur em São Paulo, explica que houve mudança no perfil demográfico: antes, a maior parte era masculina e adulta; com a chegada de venezuelanos, há mais famílias e crianças buscando proteção. Hoje o país abriga mais de 2 milhões de imigrantes, refugiados e requerentes de refúgio em todos os estados.
Apesar do fluxo, surgem desafios como moradia, saúde, educação e acesso ao mercado de trabalho. O Brasil é signatário da Convenção de Genebra e tem obrigação de receber e analisar pedidos de refúgio, mesmo quando o refúgio é negado. Nesses casos, muitos conseguem regularizar a permanência por meio de residência temporária ou acolhida humanitária.
Tadeu de Oliveira, coordenador estatístico do Observatório das Migrações Internacionais, ressalta que, mesmo com negativas, há possibilidade de regularização. A inserção no mercado de trabalho é outro ponto central: ocupações formais aparecem, especialmente no Sul, no agronegócio e na indústria, mas a maior parte dos migrantes atua na informalidade.
A reportagem ainda aponta que o aumento de pedidos de reunião familiar indica o Brasil como destino permanente para muitos refugiados. Fatores de inserção social e vínculos familiares tornam a permanência mais provável, mesmo diante de mudanças no país de origem.
O Estúdio News vai ao ar aos sábados, às 22h15, pela RECORD NEWS, com transmissão em canais de TV fechada e TV aberta em todo o Brasil. A emissora está presente nos principais operadores e the canais locais, ampliando o alcance da cobertura sobre migração, proteção internacional e políticas públicas relacionadas.
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