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EUA investigam mulher que acusou Trump de abuso sexual

Justiça federal de Chicago investiga possível perjúrio de E. Jean Carroll em depoimentos sobre casos contra Trump, sem garantia de acusações formais

A escritora E. Jean Carroll deixa o Tribunal de Apelações do 2º Circuito, em Nova York
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  • O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação criminal contra E. Jean Carroll para apurar possível perjúrio em depoimentos ligados a dois processos civis contra o presidente Donald Trump.
  • A apuração, conduzida pela Procuradoria Federal de Chicago, avalia se Carroll mentiu ao depor sobre as acusações de abuso sexual em Nova York e sobre uma difamação em 2019.
  • Em maio de dois mil e vinte e três, um júri informou que Trump abusou sexualmente de Carroll e a difamou ao mentir, mas não houve comprovação de estupro; em janeiro de dois mil e vinte e quatro, outro júri condenou Trump a pagar US$ oitenta e três milhões em difamação.
  • Trump nega qualquer ilícito; o caso envolve acusações de difamação e de abuso apresentadas por Carroll.
  • O secretário de Justiça interino Todd Blanche agiu rapidamente após assumir o cargo, mas ficou impedido de atuar na investigação por ter atuado como advogado de Trump nos recursos do caso Carroll.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu uma investigação criminal contra a escritora E. Jean Carroll para apurar a possibilidade de perjúrio em depoimentos relacionados a dois processos civis contra o ex-presidente Donald Trump. A apuração, liderada pela Procuradoria Federal de Chicago, não significa, neste estágio, que haja acusações formais contra Carroll.

A investigação se concentra em declarações de Carroll sobre não ter recebido financiamento externo para os processos, citadas por agentes como base para a abertura do caso. Em 2022, a autora afirmou não ter recebido apoio financeiro, e seus advogados subsequentemente informaram que Reid Hoffman ajudou a cobrir parte das despesas jurídicas.

Trump já perdeu casos civis envolvendo Carroll. Em maio de 2023, jurados concluíram que ele abusou sexualmente de Carroll e a difamou ao mentir, mas não houve condenação por estupro. Em janeiro de 2024, outro júri determinou que ele a difamou, fixando a indenização em US$ 83 milhões. O ex-presidente nega qualquer ato ilícito e continua em disputas judiciais com Carroll.

Investigação para perjúrio

A ação está sob o guarda-chuva do Departamento de Justiça, com foco em depoimentos de Carroll em relação aos casos de Nova York e difamação de 2019. A divulgação aponta que a agência avaliou a possibilidade de inconsistências em declarações prestadas à Justiça.

Contexto processual e desdobramentos

A assessoria de Carroll, Roberta Kaplan, não respondeu aos pedidos de comentário. A assessoria de Trump mantém a defesa de que não houve qualquer ato ilegal. Todd Blanche, secretário de Justiça interino, chegou a agir de forma rápida após assumir o cargo, mas foi temporariamente impedido de atuar na investigação por ter atuado como advogado de Trump em recursos do caso Carroll.

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