- Os EUA podem retirar o nome de uma organização da lista de terroristas, como ocorreu com o HTS (Frente al-Nusrah) em julho, após dissolução do grupo.
- O HTS foi braço oficial da Al Qaeda na Síria até romper os laços em dois mil e dezesseis.
- O grupo foi apontado como principal responsável pela deposição do ditador Bashar al-Assad no fim de dois mil e vinte e quatro, abrindo caminho para a ascensão do movimento no poder.
- Em dois mil e vinte e cinco, o líder Ahmed al-Sharaa afirmou querer uma Síria inclusiva e democrática e se encontrou com o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em maio, em Riade. A retirada do HTS da lista entrou em vigor no dia oito de julho, após o grupo anunciar sua dissolução.
- Em paralelo, a administração tem endurecido ações contra organizações ligadas ao narcotráfico, incluindo novos terroristas designados em dois mil e vinte e cinco e maio de dois mil e vinte e seis, como PCC, CV e outros cartéis.
O presidente dos Estados Unidos pode retirar entidades da lista de terroristas do Departamento de Estado. A decisão não é comum e depende de premissas legais que avaliam mudanças nas circunstâncias que motivaram a designação.
O grupo extremista sunita Hay’at Tahrir al-Sham HTS, braço oficial da Al-Qaeda na Síria, rompeu esse vínculo em 2016. Em 2024, HTS participou ativamente do deposto do ditador Bashar al-Assad e consolidou o controle na Síria. O grupo anunciou posteriormente a dissolução.
Em 2025, o líder Ahmed al-Sharaa declarou intenções de construir uma Síria inclusiva e democrática, com promessa de abandonar a violência. Em maio, ele se reuniu com o então ex-presidente Donald Trump em Riade, Arábia Saudita. A retirada da designação entrou em vigor em 8 de julho, quando o HTS anunciou a dissolução.
O governo americano mantém critérios rígidos para que uma organização seja removida da lista. Entre eles, mudanças relevantes na base da designação ou a avaliação de que não há mais risco à segurança nacional ou à população dos EUA.
Além do HTS, a administração Trump tem endurecido ações contra organizações criminosas ligadas ao narcotráfico. Em fevereiro de 2025, cartéis como Sinaloa, Jalisco Nueva Generación, Noroeste, Golfo, Nova Familia Michoacana, Carteles Unidos e Tren de Aragua passaram a figurar na lista.
Ainda em setembro, passaram a constar Los Choneros, Los Lobos e Barrio 18. Em janeiro, foi incluído o Clã do Golfo e o Cartel de Los Soles, e em maio, os brasileiros PCC e CV. A inclusão depende de que a organização seja estrangeira, envolvida em atividades terroristas ou mantenha capacidade e intenção terrorista.
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