- Senado aprovou reforma constitucional que permite anular eleições quando houver confirmação de interferência estrangeira; ainda precisa da aprovação de estados e de leis complementares.
- Críticos dizem que o texto é amplo demais e pode considerar como interferência ações simples de líderes estrangeiros ou publicações em veículos estrangeiros.
- O Congresso também votou o adiamento, para 2028, das eleições judiciais previstas para 2027, e aprovou a criação de uma comissão dentro da autoridade eleitoral para vetar candidatos ligados ao crime organizado.
- A prática de nulidade passa a ser possível com comprovação de intervenção ou ingerência estrangeira que influencie resultados; porém as normas secundárias para aplicar a regra ficaram em discussão.
- Caso as leis complementares sejam aprovadas, a reforma entraria em vigor a partir das eleições gerais de 2030; as eleições intermediárias de 2027 ocorrerão antes.
O Congresso do México, dominado pelo Morena, aprovou uma reforma constitucional que permite anular eleições se ficar comprovada interferência estrangeira. A decisão ocorreu nesta sexta-feira (29), após aprovação dos deputados na quinta. O Senado confirmou a medida, mas a norma depende da aprovação dos 32 estados e de leis complementares.
Críticos afirmam que o texto é amplo demais e pode justificar interferência com base em declarações de autoridades estrangeiras ou matérias de veículos internacionais. Analistas destacam risco de uso como instrumento político pelo bloco governista.
A reforma altera o artigo 41 da Constituição para estabelecer a nulidade de eleições quando houver intervenção externa que influencie o resultado. No entanto, a proposta de leis secundárias foi retirada de pauta para revisão, segundo o líder do Morena, Ricardo Monreal, para buscar consensos.
Desdobramentos e próximos passos
Caso aprovadas as leis, a norma entraria em vigor com as eleições gerais de 2030. No próximo ano, o México realiza eleições intermediárias para a Câmara dos Deputados e cargos locais, o que já projeta um cenário de disputa sobre interpretação da intervenção estrangeira.
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