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Milei privatiza hotéis de turismo social com diárias de US$ 10, diz jornal

Privatização de hotéis de Chapadmalal encerra o turismo social estatal; complexo de Córdoba, entre outros, também será vendido, segundo Milei

Milei defende que reduzir tamanho do Estado é crucial para acabar com crises econômicas na Argentina — Foto: Anita Pouchard Serra/Bloomberg
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  • Milei planeja privatizar o complexo estatal de hotéis de Chapadmalal, à beira-mar, que antes oferecia hospedagem subsidiada a trabalhadores por US$ 10 a diária.
  • O turismo social estatal possuía orçamento de aproximadamente US$ 7 milhões quando as operações foram encerradas em 2024.
  • Em março, autoridades anunciaram uma licitação para uma concessão privada de trinta anos do Chapadmalal; o terreno não pode ser vendido por termos de aquisição na década de quarenta.
  • Outro complexo estatal, com sete hotéis às margens de um lago em Córdoba, também será vendido.
  • O presidente afirma que o turismo social é incompatível com a visão de livre mercado; Milei defende reduzir o tamanho do Estado e desmantelar partes do modelo peronista.

O governo de Javier Milei indicou que vai privatizar dois complexos estatais de turismo social, incluindo hotéis de Chapadmalal, à beira-mar, com diárias subsidiadas no passado. A medida faz parte da mudança de visão econômica do governo, que defende o livre mercado.

O pacote envolve o complexo de Chapadmalal, construído no final dos anos 40 sob Perón e Eva Perón, e um segundo conjunto de sete hotéis à beira de lagos em Córdoba. As unidades eram operadas pelo Estado e tinham tarifas baixas para trabalhadores e férias subsidiadas.

A temporada recente ficou suspensa pelo governo, que mantém o complexo fechado desde então. Em 2023, Milei revogou uma exigência legal que tornava o turismo social obrigatório, abrindo espaço para a privatização.

Em março deste ano, autoridades anunciaram uma concessão privada de 30 anos para Chapadmalal, gesto considerado irreversível por não ser possível vender o terreno adquirido na década de 1940. O procedimento segue normas que limitam a venda de ativos.

A reportagem aponta que o turismo social tinha orçamento próximo a US$ 7 milhões quando as operações foram encerradas em 2024. O governo afirma que a atividade não corresponde à sua estratégia de redução do tamanho do Estado.

O ministro da Desregulamentação, em declarações associadas ao tema, afirmou que um operador privado pode aumentar o valor turístico e reduzir custos administrativos. O enfoque é descrever a transição para gestão privada sem emitir julgamentos.

Contexto e próximos passos

Fontes associadas ao tema indicam que haverá licitação para o conjunto de Chapadmalal, com prazo de concessão ainda a ser definido. A previsão é que o processo siga normas de contratação pública e audiências técnicas.

Ainda não houve definição sobre o destino do complexo de Córdoba. Analistas ponderam que a venda pode acelerar a desativação de estruturas públicas vinculadas ao turismo social.

As autoridades ressaltam que a privatização busca ampliar eficiência e competitividade, mantendo o legado histórico dos espaços. O governo não informou prazos oficiais para a conclusão das negociações.

Fontes consultadas destacam que a transição ocorre em meio a um eixo macroeconômico que prioriza redução de gastos estatais e abertura de setor privado. A atuação pública permanece sob vigilância de órgãos de controle.

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