- Militantes islâmicos atacaram o norte de Moçambique, em Cabo Delgado, provocando mortos e ataques a igrejas e residências.
- Em Namecala, no dia 9 de maio, cinco cristãos foram mortos e uma igreja foi incendiada; mais de duzentas casas foram atingidas, em ação reivindicada pelo grupo chamado Estado Islâmico Moçambique.
- Em 8 de maio, dois cristãos foram decapitados nas proximidades de Namecala e outro cristão morreu perto de Nanoni; outras comunidades relataram incêndios em templos e casas.
- O grupo armado, conhecido como al-Shabaab, começou a insurgência em 2017 e declarou lealdade ao Estado Islâmico; a violência se intensifica principalmente em áreas rurais.
- Desde o início do conflito, milhares morreram e mais de 1 milhão ficaram deslocados; ataques atingiram também a Igreja de São Luís de Montfort em Meza, hoje com apelo por ajuda humanitária e atenção internacional.
- Moçambique registra novos ataques de militantes islâmicos no norte, com mortos, destruição de igrejas e residências em Cabo Delgado. A ofensiva envolve aldeias de Ancuabe, Namecala e Nanoni, sob o rótulo do Estado Islâmico Moçambique.
- Segundo a Barnabas Aid, cinco cristãos morreram em Namecala no dia 9 de maio, durante um ataque que também incendiou uma igreja e mais de 160 casas. Em 8 de maio, dois cristãos foram decapitados nas proximidades de Namecala.
- Em episódios anteriores, outras comunidades relataram incêndios em templos cristãos e residências na região, que vive o conflito desde 2017. O movimento militante é conhecido localmente como al-Shabaab, ligado ao EI, apesar de não manter vínculos com o grupo somali.
Contexto da violência
- Organizações religiosas apontam que militantes usam propaganda contra cristãos que não se rendem ou abandonam a fé. As áreas rurais têm sido alvo frequente de ataques, com impacto em comunidades pequenas e isoladas.
- No início deste mês, a Igreja de São Luís de Montfort, em Meza, foi incendiada, consumindo o templo, uma residência missionária e um jardim de infância da instituição católica. As autoridades locais acompanham os desdobramentos.
- Desde o início da insurgência, milhares morreram e mais de 1 milhão foi deslocado. Analistas citam pobreza, desemprego e disputas por recursos minerais e gás como fatores que alimentam a violência na região.
- A ofensiva levou a suspendes de operações de empresas internacionais ligadas a gás natural, com apoio militar de Ruanda e de outros países da região. As ações continuam em áreas rurais, mesmo após retomada de algumas cidades.
- Líderes religiosos solicitam ajuda humanitária e atenção internacional. O bispo Sandramo pediu solidariedade, destacando que a fé das comunidades não será ofuscada pela violência.
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