- O presidente do Paraguai, Santiago Peña, pediu mobilização de países da América do Sul contra o crime organizado transnacional, afirmando que ele “não conhece fronteiras”.
- As declarações foram feitas em Assunção, durante abertura de reunião de ministros do Interior, Segurança e Justiça do Mercosul e países associados.
- Peña afirmou que a segurança é o novo nome da prosperidade e que nenhuma facção criminosa é mais forte que o poder combinado dos Estados.
- O Paraguai se ofereceu como centro de inteligência logística contra o crime organizado para tornar a região “território hostil para o crime” e reforçou a cooperação regional.
- No dia anterior, Chile, Argentina, Peru, Bolívia e Equador assinaram um compromisso para aumentar a coordenação regional no combate ao crime organizado transnacional e ao narcotráfico.
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, pediu nesta sexta-feira (29) que países da América do Sul se mobilizem contra o crime organizado transnacional, visto por ele como um “vírus” que não conhece fronteiras. O apelo foi feito durante a abertura de uma reunião de ministros do Interior, Segurança e Justiça do Mercosul e Estados associados, em Assunção.
Peña ressaltou que a disputa regionale não é sobre qual país é mais seguro, e sim sobre demonstrar que a América do Sul pode ser um continente mais seguro. Ele afirmou que nenhuma facção criminosa é mais forte que a cooperação entre estados e defendeu ações coordenadas para enfrentar o problema.
O presidente paraguaio estendeu o convite a ampliar trabalho conjunto, comunicação contínua e gerenciamento ágil de informações entre as nações da região. Indicou o Paraguai como possível centro de inteligência logística para tornar a região menos receptiva ao crime organizado. O encontro integra as atividades ligadas à presidência pro tempore do Mercosul, exercida pelo Paraguai neste semestre.
Avanços regionais
No dia anterior, cinco países da região assinaram um compromisso para ampliar a coordenação no combate ao crime organizado transnacional e ao narcotráfico. Participaram Chile, Argentina, Peru, Bolívia e Equador, conforme nota oficial publicada pelos governos.
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