- A Corte Suprema da Coreia do Sul derrubou, em favor dos tatuadores, a decisão de 1992 que definia tatuagem como ato médico, encerrando décadas de irregularidades.
- Em setembro, o ato legal permitiu que profissionais não médicos tatuassem, após ampla campanha artística.
- O evento Ink Bomb, em Seongsu, reuniu mais de noventa tatuadores para celebrar a mudança.
- A Tattoo Union diz ter prestado apoio jurídico a pelo menos cinquenta profissionais por ano, estimando que o setor chegue a centenas de milhares de artistas.
- Ainda há incerteza quanto a licenciamento definitivo: o ministério da saúde planeja um novo sistema de licenciamento no próximo ano, enquanto a sociedade ainda lida com o estigma associado às tatuagens.
Em Seoul, a identificação de tatuagem deixou de ser crime. No último fim de semana, mais de 90 tatuadores participaram do evento Ink Bomb, celebrando a mudança histórica após décadas de ilegalidade.
A cerimônia ocorreu em um rooftop no bairro Seongsu, reunindo artistas, fãs e curiosos. A celebração ocorreu dias após o Supremo Tribunal sul-coreano derrubar uma decisão de 1992 que enquadrava o ato de tatuar como médico. A mudança veio em setembro, com a legalização da tatuagem por profissionais não médicos.
A alegria no ar contrastou com o passado de repressão. Durante anos, quem tatuava corria risco de multa ou prisão, sob a justificativa de higiene e segurança. A reforma legal ocorreu depois de uma campanha de artistas que enfrentavam medo e assédio.
Mudança na lei
Com a nova interpretação, a prática passou a ser reconhecida como expressão artística em vez de ato médico. A Tattoo Union indicou que várias dezenas de profissionais eram processados anualmente, refletindo o contexto de ilegalidade antes da decisão.
O número de profissionais da área já alcançava cerca de 350 mil, segundo dados governamentais de 2021, apesar das restrições. Artistas disseram que a abertura ajuda a reduzir riscos de abusos e de criminalização.
Impactos e perspectivas
Entre os participantes, havia artistas experientes e jovens que vinham atuando de forma clandestina. Muitos destacaram a normalização gradual da tatuagem entre as novas gerações e a mudança de percepção pública.
Ainda há incertezas regulatórias. A saúde pública planeja introduzir um novo sistema de licenciamento e padronização da profissão no próximo ano. Enquanto isso, alguns artistas já esperam ser exonerados de acusações anteriores.
Alguns nomes conhecidos na região afirmaram que a mudança abre caminho para maior transparência e segurança no trabalho. O movimento já inspira artistas de outras áreas a reivindicar condições legais iguais.
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